O Blog que é um soco no estômago da pseudo-intelligentsia brasileira!

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Quinta-feira, Agosto 28, 2003


Janjão Jones em "A vantagem anatômica"

Cenas do último capítulo: Ibrahim Pedragnovic diz a Anatalia Petruscanovska que não se pode casar com ela, já que acabou se apaixonando por Ilishta Valinkievska. Alfredo Marcondes confessa a Gertrudes Filomena que não perdeu seu anel de diamantes, o vendeu pra pagar as dívidas que tinha com o bicheiro da área. Mano Carlão enche MC Matheus de porrada e fala: "Se pintar aqui de novo, truta, te pipoco..."

Janjão se aproxima da morena. O biquini de bolinhas amarelinhas é tão pequeninho que mal cabe na morena. Janjão ajeita os dois fios de cabelo que saíram do lugar em conseqüência dos ventos marítimos. Joga então todo o seu charme:

-Desculpe-me, o que você disse? - fingindo-se de desentendido.
-É que estou aqui sozinha nessa praia deserta, e não consigo passar o bronzeador em todo o meu corpo, você poderia me ajudar?
"As coisas que tenho que fazer por meu país" - pensa Janjão.

A morena senta-se na cadeira de praia, tira a toalha que cobre suas longas e torneadas pernas. Janjão ajeita a gravata.

-Qual o seu nome? - pergunta a morena, fazendo manha.
-Jones, Janjão Jones, e o seu? - diz ele.
-Meu nome é Janete, Janete Johnson, estou aqui curtindo minhas férias.
-É, eu também - tenta enganar o agente.
-O que é esse negócio aí na sua calça? - pergunta Janete assustada.
-Como é que é?- diz Janjão surpreso, enquanto a morena estica o braço em direção a ele.
-Isso aqui ó! - a morena mostra a Janjão metade de uma fotografia colada na calça de Janjão.
-Ah, isso? - diz Janjão desapontado - Esse sou eu, aos sete anos. - responde Janjão. Janete fica pensativa.

Janete então se levanta, pega suas coisas, olha pra Janjão com um olhar sensual e diz.
-Jantar?
-Sim, estou faminto.
Os dois entram então no carro de Janete, e ela dirige em direção à cidade.

Após o jantar, os dois caminham sob a lua cheia, à beira da praia, Janjão segura levemente as pontas dos dedos de Janete, uma leve brisa faz com que o vestido branco de seda de Janete sacuda como as velas de um veleiro. Ao fundo, um pequeno grupo musical toca "Besame Mucho", Janjão então coloca seu braço em torno da cintura de Janete, que não reage. A cada passo, parecem estar mais próximos, a música vai ficando mais distante, e eles chegam então em frente a um monte de pedras. Sentam-se em uma delas. Janete pode tocar a água do mar com a ponta dos pés. Janjão não tira os sapatos italianos. De súbito, ambos viram suas faces em direção ao outro para dizer algo, os narizes se tocam e podem sentir a respiração um do outro. Janjão toma a iniciativa e vai aproximando-se lentamente, poucos centímetros separam seus lábios, ambos fecham os olhos, sabe-se lá o que se passa por suas cabeças.

-Tririririririririiririiiimmmmm, Tririririririririiririiiimmmmm
"Oh &^&^%% - pensa Janjão, aproximando seu relógio pra atender a ligação.
-Alô...alô
-Tririririririririiririiiimmmmm, Tririririririririiririiiimmmmm
-Alô...alô - diz Janjão, irritado - Deve ter sido a água.
-Tririririririririiririiiimmmmm, Tririririririririiririiiimmmmm

Nesse momento, Janete tira do bolso um pequeno estojo de maquiagem, abre-o. Ao invés do espelho, uma pequena tela.

-Alô - diz ela
-Janete? Você completou a missão? - diz a voz.
-Sim chefe, missão cumprida. - responde Janete mansamente.
-Peraí ! - grita Janjão - Eu conheço essa voz, Monger?
-Sim Janjão sou eu, vejo que você já conheceu Janete. Ela é a minha espião australiana. No decorrer dessa missão percebi que você
vai precisar de ajuda, por isso, vocês dois partem juntos amanhã pela manhã de volta ao Brasil.
-Mas, mas...- Janjão não entende nada.

Janete explica a Janjão toda a história no caminho do hotel. Ao chegar no hotel, Janete vai até a recepção e diz:

-Dois quartos, por favor.

Janjão, exausto, sobe até o sétimo andar até sua suite, Janete fica no segundo. Ele chega ao quarto, toma um banho,
deita-se, e logo dorme.

Continua

NÃO PERCA O PRÓXIMO ROMÂNTICO-ERÓTICO CAPÍTULO DE JANJÃO JONES, E JANETE JOHNSON, JÁ CONHECIDOS
COMO J.J.J.J.





Ou aqui:

Coloque seus óculos escuros, ajeite-se na cadeira, tire esse fiapo de manga dos dentes!

Está começando mais um episódio eletrizante de JANJÃO JONES - o espião com maior número de sardas no ombro esquerdo!


Janjão Jones está molhado e sozinho no meio do continente antártico, enfrentando um vento cortante e temperaturas de -47ºC, mas com sensação térmica de -48ºC. Será esse o fim de nosso herói? Terá ele entrado numa fria (putz, fala a verdade, essa foi muito boa!)? Será que é o momento desse carismático personagem "levar um gelo" (nooooooooooooossa, arrasei com essa piada, fala a verdade!). Saiba tudo isso agora mesmo.

Janjão Jones ajeita o nó da gravata e alisa os cantos da boca. De repente tudo começa a ficar embaçado e ele percebe que está começando um flashback. Ele se vê na sede o serviço secreto albanês e está falando com Matusalém Jones, seu tio-tataravô, um brilhante cientista que desenvolve engenhocas que Janjão utiliza em suas missões mundo afora.

- Janjão, vista essa camisa.
Janjão veste.

Agora, aperte três vezes o quinto botão de cima pra baixo.
Janjão aperta e entra pela janela de repente um enorme leão rosnando e comendo as pessoas. Uma pequena ruga de estranheza vinca a testa de Janjão Jones. Matusalém Jones dá uma risadinha e diz:
- Agora aperte duas vezes o botão.
Janjão Jones aperta e o leão se levanta sobre as patas traseiras, estende as patas dianteiras para frente e seus olhos se tornam espirais rodopiantes, assim, tipo um zumbi.

- Ele vai te obedecer no que você mandar, Janjão! diz Matusalém Jones - Este botão emite uma freqüência sonora que atrai leões onde quer que eles estejam. Batendo duas vezes no botão, o leão se torna seu vassalo e faz o que você ordenar, desde que fale em chinês mandarim - que é a língua que os leões falam.
- E para que eu vou usar uma porcaria dessas, Matusa?

Tudo fica embaçado de novo e Janjão se vê de novo na Antártida. Sem mais delongas, ele afasta a gravata e aperta um botão da camisa esperando para ver o que acontece. Um espremedor de limão sai de seu anel.

- Opa, apertei o botão errado!

Apertando o certo o gelo sob si começa a crepitar e de repente milhares de leões marinhos furam o chão e põem a cabeça para fora. Sem perder tempo, o brilhante Janjão Jones aperta duas vezes o botão exclamando:

- Vojtila klamjtocz aslsiekless¨j alsiswwpuüt! - que quer dizer: "Leão é leão", em albanês.

Os leões atendem ao apito sonar e se colocam ao dispor de Janjão Jones. Pisando sobre dois deles e improvisando com seu cinto as rédeas de uma diligência, manda, em chinês mandarim, que eles nadem para o continente. Eles ficam parados. Janjão se recorda que os leões marinhos têm um sotaque sulista muito carregado, então repete a ordem tentando imitar seu sotaque e funciona. Na verdade, Janjão Jones é um exímio poliglota.

Assim, a comitiva de leões marinhos cruza o oceano tendo sobre si o elegante e sorridente Janjão Jones. Finalmente atracam numa baía muito bonita. Janjão Jones pula de sua embarcação e acena-lhes um adeus. Todos os leões fazem tchau com a barbatana e voltam pra sua terra.

Quando se vira, Janjão Jones percebe algo estranho. Uma série de cangurus saltitantes está à sua volta na praia, olhando para ele com estranhamento.

- Bajgë! Eu disse continente, mas esqueci de dizer qual.

O grupo de cangurus saltitantes abre passagem e ele vê um belíssimo corpo de mulher encaixado num minúsculo biquíni amarelo estendido sobre uma toalha na areia.

- Ei você - ela diz com sotaque austríaco, dando uma olhada libidinosa para Janjão - pode ajudar a espalhar o bronzeador nas minhas costas.

- Janjão Jones ajeita o nó da gravata, dá um sorrisinho e caminha na direção dela.

EM BREVE, A ESTRÉIA DE UM GRANDE SUCESSO DE PÚBLICO E CRÍTICA: Almeidinha, o fenilcetonúrico, UMA BLOG NOVELA QUE VAI EMOCIONAR O BRASIL! NÃO DEIXE DE PERDER!!!!




Ou aqui:

Quarta-feira, Agosto 27, 2003


EXTRA, EXTRA!!

Acaba de chegar à redação de 'Ernestinho e suas mulatas besuntadas' uma bombástica imagem que, de acordo com fontes seguras da Interpol, seria um retrato-falado do agente secreto albanês Janjão Jones.

Até o momento, não há provas de sua autenticidade, mas afinal quem é que liga para esses detalhes?? Por isso, sem mais delongas, publicamos agora o tal retrato com total exclusividade. Luana Piovani, essa é pra você, minha linda!





Recebemos também uma bela pintura rupestre do blog-leitor Chaka, que nos escreve diretamente do 'Elo Perdido' e é um super fã das aventuras de Janjão Jones. Vejam que mão tem esse menino!






Ou aqui:

Terça-feira, Agosto 26, 2003


'Ernestinho e suas mulatas besuntadas' orgulhosamente apresenta mais um episódio de Janjão Jones, o agente secreto que deu origem à expressão "Ah, até parece!!!"

Janjão Jones em "Licença para Nadar"

Cenas do último capítulo - Ofélia ensina a fazer um vol-au-vent de alcachofra divino; Michael Jackson é contratado como garoto-propaganda do sabão em pó Ace; Almeidinha, o fenilcetonúrico, supera todas as dificuldades e preconceitos e chega à fase final de Popstars; Alborghetti revela em rede nacional o paradeiro de Rodrigo Vileano, o cantor misterioso; Ronaldo, o fenômeno, entra para o Guinness como a primeira pessoa a conseguir assobiar e chupar cana ao mesmo tempo; Pinóquio morre tragicamente em Roma após ser infestado por cupins.


Janjão Jones engata a quinta marcha do seu submarino Astron Nautin e vê o conta-giros bater na casa de 17000 rpm. Olha novamente pelo seu periscópio-retrovisor e observa o grande submarino negro que o persegue se aproximar rapidamente. Em questão de segundos, a figura por trás do pára-brisa toma forma e Janjão Jones consegue ver Dactilus que, rodeado pelas mulatas besuntadas, grita e gesticula sem parar:

- Sr. Diones, tire essa sucata albanesa da minha frente!!! - berra descontroladamente o grandalhão.

Janjão Jones dá uma risadinha de provocação, faz com a mão um sinal do tipo "passa por cima, mané!", pisa fundo no acelerador e realiza uma espetacular manobra em direção às águas abissais do Oceano Pacífico. Dactilus, mais enfurecido do que nunca, parte em seu encalço à toda velocidade, exigindo força máxima dos motores.

Janjão Jones e Dactilus passam então a protagonizar cenas de perseguição submarina jamais vistas, desviando-se ora de corais e rochedos, ora de cachalotes e serpentes marinhas, demonstrando incrível perícia e sangue frio.

Dactilus, por sua vez, começa a dar 'soquinhos' na traseira do submarino de Janjão Jones. Em seguida, aperta um botão vermelho que aciona o turbo dos motores. Ouve-se um sonido semelhante a um espirro e o submarino atinge velocidade supersônica, deixando um rastro de água em ebulição por onde passa. Dactilus tenta então uma ultrapassagem. Alinha-se lateralmente com Janjão Jones e joga violentamente seu submarino contra o dele, iniciando uma série implacável de ataques na tentativa de fazer o agente secreto perder o controle. Janjão tenta se desvencilhar, mas todos seus esforços parecem em vão.

Janjão Jones resolve avaliar suas possibilidades. Um breu absoluto toma gradualmente conta da paisagem à medida que os dois submarinos descem vertiginosamente rumo às profundezas do mar. A pressão atinge níveis absurdos e Janjão Jones vê seu submarino ser lentamente esmagado como que por uma mão invisível. Porcas e parafusos são arrancados de seus lugares, placas de aço e titânio são retorcidas e os vidros das janelas começam a trincar. O medidor de profundidade marca -11200 m.

Com a fleuma albanesa que lhe é peculiar, Janjão Jones chega à conclusão que a sua melhor opção é abandonar o submarino. Logo, ele toma uma pílula de extrato concentrado de repolho, batata doce, tutu de feijão e ovo cozido, a fim de equilibrar a pressão interna de seu corpo com a esmagadora pressão externa do oceano. Em seguida, ele inspira profundamente, dilatando ao máximo sua caixa torácica. Prende a respiração e chuta a escotilha com toda sua força. Esta se abre com estrondo e suga Janjão Jones para fora. Em poucos segundos, os olhos treinados do agente secreto se adaptam à escuridão reinante a tempo de ver o submarino de Dactilus implodir como uma casca de noz. Pedaços das mulatas e do maligno vilão podem ser vistos por toda parte. Janjão Jones faz um minuto de silêncio pelas biscoitudas.

Em seguida, o agente secreto albanês bate os calcanhares e transforma seus sapatos em pés-de-pato. Avista uma arraia gigante, agarra-se a ela e pega uma carona até o ponto mais fundo do oceano, onde dá um forte impulso em direção à superfície.

Janjão Jones nada incansavelmente e percorre os 12 km em menos de três minutos. Contudo, ao chegar à superfície, e com as reservas de ar nos pulmões quase no fim, Janjão tem uma desagradável surpresa: uma espessa camada de gelo cobre todo o mar. Calmamente, ele aciona os feixes de laser em suas abotoaduras e vai abrindo caminho através da geleira.

Após escavar cerca de 17 metros de gelo maciço, Janjão Jones arrebenta com um murro potente os últimos centímetros que o separam do agora mais que necessário oxigênio.

Ele dá um salto triplo para fora do buraco, aterrissando com elegância de causar inveja em Nadia Comaneci. Respira profundamente e sente seu vigor físico renovado quase que imediatamente, a despeito de todo o esforço exigido nos últimos minutos.

Janjão Jones escaneia o ambiente ao seu redor: nada além de gelo, neve e meia dúzia de pingüins. O vento glacial bate em seu corpo molhado. Ele olha em seu relógio, o termômetro marca -123,3476ªALB, cerca de -47°C. Janjão Jones coça a cabeça e exclama:

- Bajgë!


Continua...


Não perca o próximo, hidratante e anti-rugas capítulo!




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Segunda-feira, Agosto 25, 2003


Vox Populi, vox Dei!

Você pediu! E o blog do Ernestinho ouviu as suas preces!

Revelamos agora, com exclusividade, fotos inéditas dos blog-escritores mais amados do planeta. Enjoy!


Hélio Serafino exibindo suas formas apolíneas em um ensaio fotográfico para a revista Vanity Fair [os feios que me perdoem, mas beleza é fundamental!]:



Marco Aurélio demonstrando toda a sua sensibilidade artística em uma comovente montagem de Madame Butterfly:



Alexandre Spissoto desfrutando de alegres momentos de lazer durante suas férias em Peruíbe:




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Domingo, Agosto 24, 2003


Ernestinho é capa de sua primeira revista

Soem os tambores, toquem as trombetas, uivem os lobos, bzzzz as abelhas, o blog ERNESTINHO E SUAS MULATAS BESUNTADAS é capa de sua primeira revista de fama internacional. Com a foto de Sir Earn Est Innou na capa [os autores do site não puderam ser fotografados por não aceitarem a proposta de cachê oferecida pela edição da revista], a reportagem de capa da revista People (que pela primeira vez em sua existência traz na capa um personagem já falecido) fala sobre o site, sobre o ernestinianismo, e também traz opiniões de celebridades que já visitaram o site. Eis algumas das declarações:

Bruce Willis - "Ypi-ka-ye... Esse blog é do balacobaco..."
Michael Jordan - "Ainda bem que me aposentei, assim vou ter mais tempo pra ler 'Ernestinho' todos os dias..."
Michael Jackson- "O chamam de Ernestinho porque? É só um garotinho?"
Steve Wonder - "Eu não vi, mas ouvi falar que é bom..."
Nadia Comaneci - "Fantástico, nota 10..."
John Smith - "Cool..."

Traz também opiniões de celebridades brasileiras, dizendo em determinado ponto que "num país em crise econômica, com muita violência, corrupção, e pobreza, 'Ernestinho e sua Mulatas Besuntadas' vem a ser um sinal de que o povo tem uma saída, de que há esperanças, de que, apesar de tudo, ainda tem motivos para sorrir."

Como vocês podem ver, o blog (que carrega o nome de Little Ernest and his Creamed Brunettes) vai atingindo proporções inesperadas até mesmo por seus autores. Em apenas semanas de existência, já é mundialmente conhecido.
Capa da revista People, com Sir Earn Est Innou



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Sexta-feira, Agosto 22, 2003


Concurso Vá a Perus com a Marta

Glus glus glus, abram alas pra Perus! Está encerrado o inédito concurso "Vá a Perus com a Marta e sinta-se no CEU". O vencedor, que deu a melhor resposta para as perguntas: "Por que jogaram uma galinha na Marta? E por que era preta?" foi o leitor Arnold Schwarzenegger, que respondeu:

- Porque sim.

Menção honrosa para Ingmar Bergman, que, em sueco, escreveu:

- Por que não jogar? Entre o ser e o não ser existem portas. Devemos abri-las.

e para Jorgina de Campos, que, lá da prisão, escreveu:

- Porque com galinha se faz canja e a Marta, com aquelas taxas todas, foi sa-canja, entendeu? hahahaha




Ou aqui:

Janjão Jones - O homem da pistola de outro
Não importa se ele é ou não Ernestinho, o que importa é que Janjão Jones bota pra quebrar!
obs.: este slogan foi criado pelo pessoal da TV Globo. A gente não gostou, mas se funciona com eles tudo bem, o que nos importa é a audiência, fama, dinheiro, mulheres e maria-mole cor-de rosa.

Janjão Jones toma o avião para o Peru. Percebe no meio da viagem que caiu numa armadilha: a Gluglu Aerolineas não serve comida vegetariana! Quando a aeromoça chega com aquele sanduíche de lhama pingando de godura, Janjão Jones, com seus reflexos rápidos e seus músculos que saltam como molas do colchão da minha avó desprende seu cinto, chuta o sanduba, dá uma rasteira na malévola aeromoça e corre até a porta de emergência do avião. O restante da tripulação vem em seu encalço, mas Janjão Jones abre a porta e salta. Percebe que um tripulante foi veloz o suficiente para colocar fogo em seu pára-quedas e agora ali está ele, em queda livre, com as costas em chamas.

Sem aparentar desespero ou sufoco, Janjão Jones se desvencilha do pára-quedas e aperta um botão em seu relógio, que se transforma numa hélice de helicóptero. Enquanto ele sobrevoa os Andes, vê o avião no qual estava chocar-se contra uma montanha (como eu disse, TODA a tripulação fora ao encalço de Janjão Jones, inclusive os pilotos!).

- Pobres criaturas! Vão ter de comer carne humana, toda aquela situação desagradável... diz Jones enquanto passa por cima das Cataratas do Iguaçú. Pousa ao lado então no pico do Corcovado, dá uma olhadinha pra o Cristo, ajeita a gravata e vai em diante.

Ele pega uma carona até o elevador Lacerda, onde deveria encontrar-se com um contato da KLSP (o serviço secreto albanês). Em meio a uma timbalada, jogadores de capoeira e vendedores de cocada, um homem tenta não chamar a atenção, vestido com sobretudo, chapéu preto e óculos de sol. Janjão Jones aproxima-se e diz:

- Odeio almofadas bordon. Se eu pudesse, depilava os pêlos das costas!
- O mundo é redondo, mesmo. Apesar de que existem moluscos nos corais australianos que são capazes de dançar o cancan.
- Ok, essa é a senha. O que você tem para mim?

O homem abre subitamente o sobretudo e Janjão Jones dá um grito de susto.

- O que é isso?! Desse tamanho?!!
- É um isqueiro que vira submarino - responde o contato.
- Ok.

Janjao Jones entra no submarino quando percebe, pelo espelho retrovisor, que está sendo seguido...

No próximo episódio, Janjão Jones cara a cara com Dactilus, Mau de Burgo e Elton, os fazedores de armas químicas! Você não pode deixar de perder!!



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Quinta-feira, Agosto 21, 2003


Comentários que merecem comentários:

Segue abaixo um interessante comentário que recebemos da mui querida e sagaz blog-leitora Aracy:

"Parece-me impossível o fato de ter passado despercebida tão óbvia conclusão. Senão vejamos: 1) A maioria dos estudiosos que abrilhantam este blog concorda que Ernestinho proveio da Europa Oriental; 2) Marco Aurélio Brasil, renomado historiador, comprovou que na década de 50 Ernestinho abriu uma agência de detetives; 3) Hélio Serafino, curioso detalhista, descobriu que hoje Ernestinho é um "arqui-multi-excêntrico-bilionário que luta incansavelmente contra as forças do mal". Meus queridos, tenho o prazer de divulgar a mais óbvia, impressionante e sagaz constatação: Ernestinho é Janjão Jones".

Caríssima Aracy,

É importante lembrar que não se pode confundir "Pires de Oliveira" com "pratinho de azeitonas". O seu raciocínio, sinto lhe dizer, apesar de muito bem articulado, é um caso clássico de falso silogismo. Ex: "Todos os homens são mortais; todos os ornitorrincos são mortais; logo, todos os ornitorrincos são homens!". Como se vê, trata-se de um absurdo!
Em resumo, Janjão Jones é Ernestinho, mas a recíproca não é verdadeira! Elementar, minha cara Aracy...




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Quarta-feira, Agosto 20, 2003


Ok, ok! Vou fingir que acredito nessas suspeitíssimas biografias do Ernestinho... mas e as mulatas besuntadas?


Caros blog-leitores, a resposta para esse inquietante enigma - que, segundo o MRI [Mystery Research Institute] e o próprio Erik Von Daniken, já é hoje o maior mistério da humanidade [superando o Triângulo das Bermudas, Ilha de Páscoa e até mesmo o inigualável pastel de feira da Dona Tsumi] - reside em um fenômeno muito simples: 'Telefone sem fio'.

É isso mesmo, meus queridos! Tudo não passa de um terrível mal-entendido...

E, para esclarecer esta questão definitivamente, vou agora revelar em primeiríssima mão a verdadeira história verídica de vida à nivel de biografia de Ernestinho. Ei-la:
Ernestt Ubirajara Papa-capim Wojcekozovicz, o amado patrono deste blog, nasceu em 31 de fevereiro de 1947 na cidade de Itu [o que provavelmente só pode ter ocorrido por ironia do destino, pois ele era portador da deficiência física congênita conhecida como nanismo]. Seu pai, um croata de nome Svetislav, chegou ao Brasil em 1962, em busca de fortuna, e logo se tornou garimpeiro em Serra Pelada, onde trabalhou por doze anos. Durante esse período, ele conheceu Jaci, uma índia da tribo Tupinambá por quem se apaixonou perdidamente. O pai de Jaci, o cacique dos Tupinambás, opondo-se ferozmente ao romance, imediatamente proibiu a filha de ver o caraíba. Assim, em 1956 Svetislav e sua amada fugiram para o interior de São Paulo, onde 7 anos mais tarde nasceria o fruto daquela bela e proibida união.
Ernestinho, como era conhecido no bairro em que morava, trabalhava em um circo da região, era muito querido por todos e vivia sempre de bem com a vida. Adorava comer rins de cabra no espeto e passear pela vizinhança no triciclo da Barbie de sua irmãzinha mais nova [posteriormente, semelhante ao que foi dito do fabuloso Rui Barbosa, todos iriam dizer sobre ele: "um triciclo tão pequeno para um homem tão grande!"]

Well, vamos direto ao fato que deu origem à história das mulatas besuntadas:
Numa certa noite, a cidade inteira estava em polvorosa por causa de uma quermesse. Vaidoso que era, Ernestinho colocou então sua melhor calça UStop, seus tênis Bubble-gummers novinhos, uma camiseta regata branca da Hering e em seguida passou generosas porções de gel New Wave com purpurina na cabeleira [sem querer dedar, um de nossos colaboradores cujo nome não posso revelar, mas que possui as iniciais M.A.B., usa este gel desde os 9 anos!]. Ernestinho pegou então sua jaqueta de couro Julian Marcuir, começou a cantarolar uma música do Nelson Ned e partiu todo bimbão para a festa.
Ao passar por um boteco que ficava perto de sua casa, um tiozinho que freqüentava o local comentou: "Eh eh! Lá vai o Ernestinho com seu mullet besuntado de gel!". A dona do boteco, que era uma fofoqueira de primeira, ao ouvir aquilo, passou a mão no telefone e foi logo contando o ocorrido a uma amiga: "Lurdinha, você não sabe, menina! O Ernestinho passou aqui pelo bar com uma mulata besuntada de mel". Esta, por sua vez, repassou a história à sua maneira para as outras fofoqueiras de plantão e dentro de pouquíssimo tempo todos na cidade ficaram sabendo que Ernestinho tinha um harém de mulatas besuntadas em sua casa.

Apesar de alguns constrangimentos para a família, a lenda em torno de Ernestinho não foi de todo má para ele; muito pelo contrário. Na verdade, serviu como um amuleto da sorte que lhe abriu as portas das melhores oportunidades de negócio do mundo. Hoje, Ernestinho é um arqui-multi-excêntrico-bilionário que luta incansavelmente contra as forças do mal. Bem, o resto da história vocês já conhecem...

Foto de Ernestinho posando para a capa da Time [ocasião em que foi eleito o homem do ano].




Ou aqui:

Terça-feira, Agosto 19, 2003


Sumário para o bom aproveitamento do abundante e valioso conteúdo de Ernestinho e suas mulatas beZuntadas

Ernestinho, como o chamamos na intimidade, é um blog que não dá o peixe, ensina o cabra a pescar. Nossa pretensão é ter, dentro de quatro meses, uma geração de seres pensantes capazes de assistir ao próximo filme de David Cronenberg sem enrugar a testa. Pra isso, estamos dando comida para seus cérebros.

Acontece que os mais burros, digo, os mais não iniciados estão um pouco confusos com tanta e tão sumosa informação. Pra isso eu sumarizo a coisa assim:

Temos até agora quatro estimulantes capítulos do enlatado Janjão Jones - O espião que me espiava, o super agente secreto albanês que vem desafiar o submundo paulistano atrás dos autores de terríveis armas químicas à base de repolho, tubaína e ovo cozido. Trata-se de uma produção sem precedentes que envolve capital etíope e produção guatemalteca.

Temos também a série "Who's Little Ernest, bullshit?" Dê você também a sua versão sobre quem seria Ernestinho. É igual Neston, invente uma. Desde que seja verdadeira.

Temos ainda indicações precisas sobre como chegar na 5ª dimensão, que é o lar-doce-lar dos blogueiros geniais que fazem deste o blog mais querido desde "Pancreatites Purulentas", o blog dos novatos da faculdade de medicina de Mongaguá, que infelizmente foi interrompido por uma cheia que deu por lá.

Prestação de serviço é isso!




Ou aqui:

Segunda-feira, Agosto 18, 2003


Who is Ernestinho, anyways?

Muitas dúvidas e teorias têm sido estudadas. Historiadores têm pesquisado, mas até agora, nenhuma resposta é clara ou realmente convincente. Uma das teorias mais comentadas nas ruas de Londres, onde o nome do site foi intencionalmente traduzido para "Little Ernest and his creamed brunettes", é que Ernestinho é na verdade Sir Earn Est Innou, talentoso violinista escocês da década de 30, que migrou para o Suriname em meados dos anos 60, pois seu ridículo violino desafinado já não enganava mais ninguém nos subúrbios de Glasgow.

Chegando ao Suriname, instalou-se no condado de Mandacaran, a 38 milhas ao norte de Spado, cidade onde, segundo crenças, foi criado o jogo de Paciência. Sir Earn Est Innou então passou a dedicar-se a literatura, onde escreveu livros como "The king with the spirit of the pig" ( O Rei com espírito de porco, a triste história de um comedor de espadas que se apaixona por Ed Motta, Ed. Ibiratã, 956 pg.), "The queer with shoes without jumps" (A bicha de sapato sem salto. A narração em primeira pessoa de um surfista com alergia à água do mar, Ed. Grotesque, 514 pg.) e também o tão discutido (e também inacabado) "The gates to nowhere"( Os portões para lugar nenhum, um conto sobre a dinastia Ying, do século XV chinês, Ed, Humani, 652 pg.), entre outros. Juntos, venderam cerca de 75 cópias.

Conta a história que, em meados de 2003, aos 81 anos, antes de terminar The gates to nowhere, Sir Earn Est Innou perdeu a visão num jogo de bocha e, muito esperto, contratou três promissores mas desconhecidos escritores para continuar sua saga, prometendo-lhes toda a sua herança, já que fora abandonado pela própria família.

Contratou então o húngaro Alexius Spissotschaskas, que até então não havia feito muito mais que famosas citações em muros de Budapeste, como "Se tua mulher pedir mais liberdade, compre uma corda maior...", ou "Chifre não é nada, é só uma coisa que colocam na sua cabeça...". Também foi até Atenas, onde achou o poeta grego Heliakus Serafinianos, que não fazia nada além de traduzir poesias da rússia comunista para o grego, e as vendia a preço de banana na praça central. Foi também até Dublin, contratar Mark McAurelius, que escrevia sonetos e os lia para bêbados em pubs irlandeses, enquanto eles caiam sobre as mesas.

Os três então teriam se juntado e estariam escrevendo a continuação da obra de Sir Earn Est Innou.

Essa é a história que nosso representante em Londres, David Beckham, ouviu.


Sir Earn Est Innou, semanas antes de sua morte



Ou aqui:

Inicia-se aqui mais um capítulo da emocionante história de Janjão Jones, agente secreto do tempo em que blog era apenas um diário que idiotas escreviam na internet.

Janjão Jones, o agente albanês em: O amanhã nunca morre (seja lá o que isso quer dizer)

Janjão levanta-se com 99% por cento do corpo recomposto. Todos os ossos estão de volta ao devido lugar com exceção do ombro direito. Lembra-se então de Martin Riggs, em Máquina Mortífera, e caceta seu ombro contra a parede, ato que, além de colocar de volta sua clavícula, abre um buraco na parede por onde escapa da multidão enlouquecida. Olha para o céu, mete o dedo na boca e o levanta pra cima pra ver a direção do vento, enxuga o dedo na calça Fiorucci, estilo anos 80. Tira do bolso à altura do joelho uma caneta, que na verdade era um celular, o qual usa para comunicar-se com Monger.

-Monger, estou aqui, fui atacado mas passo bem, aguardo resposta. - disse, pausadamente.
-Seu idiota, isso não é um telegrama, é um celular!
-Positivo, entendido! - E desliga.

Nesse momento, a tal morena [interpretada por Shannen Doherty], pára à sua frente num Kadett conversível vermelho.

-Mr. Jones, não temos tempo para isso, precisamos correr.
-Para isso o quê? - diz Janjão, com ar de "de que raios está falando, ó morena?".
-Não sei, mas não temos tempo.

Julia, a morena, leva Janjão então até o Largo 13 de Maio, onde tinha claras evidências de que lá ficava o esconderijo secreto de Dactilus.

-Eu sei que Dactilus se esconde por aqui, uma vez vi CDs piratas do Netinho em seu carro.

Enquanto procuram, Janjão sente sede, param num boteco, e ele pede algo para beber. Julia se senta ao lado dele. Nesse momento, um rapaz de mais ou menos uns 22 anos, 7 meses e 14 dias senta-se seu lado, olha para Julia e diz:

-Brenda?

E leva um sopapão.

Saem do boteco e andam mais uma meia hora, exaustos, ressecados pelo calor de 28ºC[Nota, Janjão não compreendia a medida em Celsius, então Julia traduziu para ele: mais ou menos uns 145,3654ªALB em Albius). Janjão então tem um ressalto:

-Ai, que calor, mona...

Ops, não foi esse o ressalto, não!

-Ei, algo me diz que é ali.- apontando para uma pequena porta verde, com uma placa que dizia: Dr. Dactilus, Compro Ouro, Pago Bem.
-Como você sabe? - diz Julia, com um misterioso ar de "eu é que devia descobrir isso".
-É só um pressentimento. - replica Janjão.
-Da última vez que você teve um pressentimento, lembra o que aconteceu em Nova Iorque? Com aqueles aviões?
-Não, mas dessa vez é sério.

Atravessam a rua, um motorista de táxi passa o farol vermelho e grita:

-Aí popozuda...
-É, mas já tô de regime - diz Janjão, irritado.

Janjão bate à porta.

-Quem é? - diz uma grossa voz lá de dentro.
-É o carteiro - diz Janjão, com um sorriso maroto de quem engana alguém atrás da porta.

A porta se abre e Janjão derruba o grandalhão com um só golpe de Aji-no-moto, luta oriental praticada na Albânia. Sobe uma escadaria em caracol, e quando chega ao topo, encontra-se numa sala escura com uma poltrona e uma televisão.

-Mr. Jones, se você chegou até aqui, é realmente esperto como imaginei. - dizia uma voz vinda detrás da poltrona.

A poltrona gira e um Sr. de cabelos grisalhos, óculos de grau e bigode cria forma. Fumando um cachimbo, levanta-se com o auxílio de uma bengala.

-Mr. Jones, me desculpo pela forma como foi tratado, mas precisávamos saber se você era mesmo capaz de completar essa missão. Os Srs. Burgo e Lima são muito perigosos [Nota: na verdade a produção tinha se esquecido qual era a missão inicial, por isso essa enrolação toda sem sentido]. Você vai precisar viajar até o Peru, para descobrir as origens do Sr. Burgo, e então volte aqui, e aí vamos conversar.

A canção 'Estou de volta pro meu aconchego', de Elba Ramalho é tocada pra tentar dar um ar de tensão, como não funciona, tocam o tema de 'Tubarão' mesmo.

Janjão então deixa o prédio com Julia, que diz:

-Daqui pra frente, você vai sozinho. - Na verdade o orçamento não permitiu mais do que 10 minutos de Shannen Doherty.

Janjão chama um táxi.

-Aschcrocter - diz Janjão
-Onde é que fica essa ^*@#!*@#? - diz o taxista.
-Desculpe-me, aeroporto.

Continua

Não perca em breve (ou quando o próximo tiver tempo) mais um capítulo de Janjão Diones, agente do tempo em que clicar o mouse era só espetar um ratinho.




Ou aqui:

Sexta-feira, Agosto 15, 2003


E dando continuidade à saga de Janjão Jones - o agente secreto que reinventou a arte da espionagem terceiro-mundista - apresentamos mais um eletrizante e multi-facetado episódio:

"Não deixe para o amanhã o que você pode deixar para depois de amanhã"


Janjão Jones passeia o olhar pelo salão suntuosamente adornado, observando cada detalhe do interior do casebre que, curiosamente, parece dez vezes maior por dentro do que por fora.
- Preciso contratar esse decorador para dar um jeito no meu apê - pensa com seus botões o agente secreto.
Ao fundo, escarrapachado em enormes puffs de couro azul-calcinha que espalham bolinhas de isopor por todo o aposento, pode-se ver a figura de um homem pesando pelo menos uns cento e cinqüenta quilos, com a pele escura como a folhagem dos sicômoros durante o outono [?] e os cabelos como que feitos de ouro [nota dos produtores: infelizmente, Janjão Jones parece não estar familiarizado com o uso da água oxigenada nas madeixas, prática esta bastante difundida entre os manos da região]. Entretanto, o que faz Janjão Jones arregalar os olhos são as biscoitudas, vitaminadas e besuntadas mulatas que cercam o homenzarrão.
- Olhar para essas mulheres é como escalar os montes Maja e Korabit de olhos vendados! - pensa Janjão [nota dos produtores: infelizmente faltam recursos lingüísticos ao idioma português para explicar o significado desta misteriosa metáfora albanesa].
Enquanto ainda baba pelas beldades, Janjão Jones pode ouvir o estranho a lhe dirigir a palavra com sua voz grave:
- Você é quem eu estou pensando que é?
- Não sei, quem você pensa que eu sou? - replica Janjão
- Não vale! Eu perguntei primeiro! - esbraveja o corpulento homem, dando uma aguda desafinada na voz. E como que procurando se recompor do breve piti, pergunta calma e pausadamente - Quem é você afinal?
- Meu nome é "Vatnikaj", "Besnik Vatnikaj" - responde sensualmente o agente secreto.
Contudo, ao ver a expressão de "Hã?!" no rosto de seu interlocutor, Janjão Jones emenda:
- Sabe o que é? Esse é o meu nome de batismo, mas os produtores da série acharam muito complicado e resolveram mudar para algo mais popular como 'Janjão Jones'... - explica resignado o agente.
- Ah, bom! Esperávamos mesmo que viesse, Sr. Diones - ao dizer essas palavras, o homem se levanta de um só salto e, com agilidade e elegância inesperadas de tal corpanzil, caminha em direção a um extravagante piano de cauda, cuja cor combina com os puffs. Senta-se e posta as mãos no teclado de maneira quase coreográfica. Nesse instante, Janjão Jones nota que seu enigmático anfitrião é portador de polidactilia, tendo em cada uma de suas mãos 7 dedos.
- E caso esteja curioso, Sr. Diones, meu nome é Dactilus! - apresenta-se o homem em tom desdenhoso. E logo começa a tocar, com virtuosidade indizível, uma sublime composição de Liszt com a mão esquerda, ao passo que com a direita dedilha a música "Meu iaiá, meu ioiô"; mesclando magicamente as duas melodias.
- Eis um grande mistério da existência humana, Sr. Diones: não existe o bem sem o mal, a vida sem a morte, o sim sem o não, a bênção sem a maldição... Cada conceito só existe, só se explica e ganha significação através de sua contraparte; talvez pela própria natureza binária da linguagem e do universo. Resumindo, a vida não passa desta patética dicotomia, a qual procurei exemplificar ao piano - filosofa o grandalhão... e logo depois virando-se bruscamente para Janjão Jones, brada - Peguem-no!
Ao som dessas palavras, a porta atrás de Janjão Jones se fecha com violência. Rapidamente, a morena (cameraman) que o acompanha puxa até a altura do umbigo um zíper que até então estava oculto em sua nuca, revelando por baixo do ridículo disfarce outra biscoituda besuntada.
- Bajgë! - exclama Janjão, utilizando uma expressão em albanês que significa algo como "Maldição! O infortúnio e a desgraça recaem sobre mim como um pesado saco de alfafa e pedras! Melhor me seria morrer!"
Imediatamente, Janjão Jones é imobilizado pela recém descoberta assecla de Dactilus e desmaia vergonhosamente, após lhe ser aplicado um mata-leão ao estilo Chuck Norris.

Corta para uma nova cena, onde Janjão Jones aparece em um novo cenário, amarrado a um fatiador de frios de fabricação ituana.

Lentamente o incrível e em maus lençóis Janjão Jones recobra os sentidos. As imagens começam a ganhar foco novamente e ele pode agora ver Dactilus que, a poucos centímetros de seu rosto, o encara fixamente. O mau hálito é indescritível...
- Sr. Diones, depois que eu ligar esta máquina, em poucos minutos você não passará de mortandela[sic!] fatiada! Inhainhainhainhainha Inhainhainhainhainha - vocifera o terrível Dactilus, que, ligando o fatiador de frios, sai de cena às gargalhadas juntamente com todas as biscoitudas.
[nota dos produtores: pedimos desculpas pela ridícula risada do personagem Dactilus. Fica aqui exposto nosso compromisso de providenciar um dublador de risadas para os próximos episódios].
Janjão Jones começa então a viver momentos torturantes. Ele fica imóvel e, por alguns instantes, vê sua vida passar diante de seus olhos, isso porque, além do fatiador, Dactilus colocou um telão com os piores episódios da série do agente.
- Não posso morrer nesse buraco! Tenho uma salada de frutas inteira para fazer com minha morena escultural quando voltar para Tirana - esperneia desesperado o agente secreto albanês.
Ele se acalma novamente e começa a maquinar uma maneira de escapar. E após alguns momentos de silencioso e introspectivo Tai Chi Chuan mental, valendo-se de sua espetacular constituição física, Janjão Jones desloca todos os músculos e ossos de seu corpo e, utilizando técnicas ignoradas até mesmo pelo mestre do escapismo Houdini, tira as suas meias pelo pescoço. Em seguida, dá um nó nelas com a boca e, com um movimento preciso e velocidade impressionante, arremessa com a cabeça as duas meias entrelaçadas em direção ao fatiador. Segundos depois ouve-se uma explosão e o fatiador de frios é feito em pedaços. Janjão Jones dá um suspiro de alívio e logo começa a tentar se livrar das amarras, mas subitamente escuta a seguinte frase:
- Gente! Num falei que eu vi um KLB nessa casa? Vâmo lá pegá ele!!
O chão da casa começa a tremer e logo ele vê um estouro de 15.000 meninas correndo descontroladas em sua direção.
Janjão Jones engole em seco e, olhando para a câmera em close, diz desconsoladamente:
- Bajgë!!!

Continua...

O que será do nosso extraordinário agente secreto? Não perca o próximo, empolgante e tirador de cutículas capítulo!



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Sim, sim, mas... quem é Ernestinho? II

Há controvérsias sobre a real biografia de Ernestinho. O texto abaixo é apenas uma das possibilidades aventadas pelos historiadores. Outra, seria a seguinte:



Ernestinho, a simpática figura acima, fez fortuna na década de 50 vendendo quepes militares falsificados na 25 de março. Com a grana, contratou três homens chamosos, inteligentes, versáteis e fortões para fazer o trabalho sujo de sua agência de detetives, a Ernest's Angels Detetive Co.. Escolheu a dedo os melhores do mundo.

Foi encontrar nas ilhas Maurício o versátil Frank Edmonton, a quem deu o codinome de Alexandre Spissoto. Frank, o Alê, tinha forte ascendência sobre o público feminino, era capaz de falar várias línguas sem acertar nada em nenhuma e era ótimo em esportes radicais, tais como Pac Man e River Raid. Só precisou convencer Frank a parar de usar aqueles colants com polainas.

Em Helsinque achou Hernán Gonzales, a quem deu o codinome de Helio Serafino. Hernán, hábil escultor em palitos de fósforo, sofria de gagueira e tinha problemas com espinhas, mas tudo mudou quando Ernestinho usou nele a Loção do Dr. Salompas. Helio tornou-se, então, um mestre dos disfarces, capaz de passar por Costinha sem levantar suspeitas. Ernestinho teve algum trabalho para convencê-lo a mudar aquele ridículo penteado dividido no meio e a parar de usar tênis all star, calça preta, camiseta polo com gravata crochê e paletó branco com ombreiras largas. Curar sua miopia (17 graus em ambos os três olhos) foi outra medida importante.

Em Budapeste ele encontrou Liev Kzontjeskevicz, que passou a se chamar Marco Aurelio Brasil. Liev era um batedor de carteiras e modelo que concorria com amplas chances de êxito no concurso de Mr. Universo. Ernestinho não teve trabalho algum com ele, só alegrias.

Desde então, os três destemidos detetives caçam bandidos à noite e de dia escrevem aqui neste blog, sempre batendo continência para Ernestinho, nosso patrão e amo, a quem nunca vimos, apenas ouvimos por um aparelho de vivavoz muito velho, na sala de Oscar, o agenciador de Ernestinho.

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Ou aqui:


Sim, sim, mas... QUEM É ERNESTINHO?

Ok, pode bem ser que haja ainda internautas incautos (hum... isso é um bom nome pra banda de róque indie-groove-guitar-trash-industrial) que, desinformados que são, por habitarem num país que vive às margens do centríolo cultural mundial, não fazem idéia sobre quem seja Ernestinho. E, claro, também desconhecem as tais mulatas besuntadas, que emprestam sua exuberância pujante ao título deste modesto - mas não muito - blog. A estes segue a biografia desautorizada (sob ameaça de interpelação no Judiciário) abaixo:

Ernest Danz'a Polka nasceu na Ucrânia em 1934, filho de seus ascendentes diretos. Seu pai, um construtor de bonecos para teatros de marionete, foi obrigado a tomar o vapor "Constance Inconstance" em direção ao Recife em 1937, quando Ernest contava apenas dezoito anos. A razão da fuga permanece obscura, embora pesquisas recentes tenham revelado que o pai de Ernest, Arnold, tenha sido acusado de bruxaria pela Inquisição.

Criado, portanto, em Montevidéo, Ernest tornou-se, ainda adolescente, o popular Ernestito, dono da Holloway Company, uma trupe de pulgas amestradas célebre por realizar sem qualquer falha a coreografia de "LocoMia" emendando com a "Macarena". Ernestito candidatou-se em 1953, com dezessete anos, à prefeitura de La Paz, sendo derrotado pelo General Aguinaga por estreitíssima margem de votos; o general Aguinaga repetia sempre, com uma risada nervosa na seqüência, que Ernestito lhe colocara "a pulga atrás da orelha". E de fato colocara, por isso Aguinaga vivia coçando a dita.

Ernesto mudou-se então para Goiânia, onde, em 1968, então com 23 anos, fundou o Ernestismo, uma religião baseada no culto de sua personalidade.

A coisa não foi pra frente, então ele envolveu-se com o futebol da Costa Rica e ninguém nunca mais ouviu falar dele.

Explicadas, portanto, as razões de nossa singela homenagem ao nobre Ernestinho. It's all true!



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Quinta-feira, Agosto 14, 2003


Cantinho Geraldo Vandré - Pra não dizer que não falei das flores...


Prezados Habitantes da Blogosfera,

Temos recebido nos últimos dias milhares de emails de nossa crescente legião de fãs apaixonados - da qual a adorável blog-leitora Inari nari nariê ô ô ô obviamente não faz parte - e gostaríamos de mencionar duas mensagens que chamaram muito a nossa atenção. Vamos a elas:

"Eu nunca li em toda minha vida algo tão soberbo, espirituoso, sábio, erudito, original, grandiloqüente, sagaz, genial, despretensioso, clarividente, criativo, inteligente, inovador, sofisticado, cool, insano e engraçado quanto 'Ernestinho e suas mulatas besuntadas'. Este trabalho só pode ser fruto de uma inteligência alienígena superior! Magnífico!", Stephen Hawkings.

"Quem é Shakespeare? Quem é Cervantes? Devo confessar que este blog me fez repensar todos os conceitos que construí durante minha vida sobre o que vem a ser Literatura. Sou forçado a admitir que, depois de 'Ernestinho e suas mulatas besuntadas', o estabelecimento de um novo paradigma e cânone para a Literatura universal se faz absolutamente urgente e imprescindível. Trata-se certamente de uma obra que, do ponto de vista do valor artístico, cultural e estético, extrapola, em muito, tudo até então concebido pela humanidade. Peço que perdoem a vulgaridade da expressão, mas este accomplishment literário é simplesmente de outro mundo!", Harold Bloom.

Gostaríamos de dizer que ficamos profundamente lisonjeados e, por que não dizer, enternecidos com todas as loas recebidas. Agora... supor que somos de outro planeta, isso é um tremendo absurdo!
Na verdade, o QG de 'Ernestinho e suas mulatas besuntadas' está localizado na quinta dimensão: um lugar mágico que subverte todas as leis da física e serve de morada para seres iluminados e superiores. Observe por exemplo na imagem postada abaixo, Mitztrikplikz, ex-inimigo da Liga da Justiça e agora regenerado duende, descansando de suas benfazejas tarefas diárias, apoiado a uma sacada. Pode-se ainda ver mais à direita, o venerando Lobsang Rampa, estendendo em um varal as cuecas de crochê do Marcão.

ps: caso deseje nos fazer uma visita, é muito simples: basta que no próximo Dia da Marmota, exatamente às 5:59am [GMT], você, enquanto dança Cara-caramba-cara-caraô, coloque de uma só vez 13 paçocas Amor na boca e, sem cuspir farelos, cante o refrão inteiro de "With or with out you" do U2. Após realizar esses procedimentos, deve-se bater os calcanhares uma vez, falar 'Beetle juice' seis vezes e se jogar de cabeça no paralelepípedo mais próximo com toda força. Não tem erro! É tiro e queda...






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Quarta-feira, Agosto 13, 2003


Janjão Jones - em Mate-me e Deixe-me Morrer

Janjão desaperta o cinto depois de comer sua refeição, o arroz sem tempero da Airbania era o seu favorito (na verdade, ele havia roubado a refeição da velhinha que dormia ao lado, por isso, além do cinto da calça, dasabotoou também o cinto de segurança). Vira-se pro lado, encosta a cabeça na janela e descansa. Em sua mente vai idealizando a linda morena, 1,75 de altura, olhos verdes, que, segundo Anaclécia Faringa, secretária de Monger, seria o seu contato ao chegar ao aeroporto.

- Cavalheiro, cavalheiro... - a aeromoça tentava acordá-lo

Janjão então olha pela janela e vê um monte de aviões decolando e pousando. "Esse deve ser o aeroporto", pensou.

Janjão mal podia conter-se; a imagem da morena criada por ele era tudo em que conseguia pensar. Chega ao saguão do aeroporto e scanneia o cenário, vai gravando tudo em sua microcâmera instalada dentro das hastes de seus óculos escuros. À distância, enxerga um IPNI (indivíduo parado não identificado), segurando um pedaço de papelão, recortado de uma caixa de leite Ninho, com letras escritas em giz verde: "Gangão Diones". Àquela distância, não parecia muito com a descrição de Anaclécia, mas devia ser o fuso horário. Janjão aproxima-se e, quanto mais perto, menos parecida é a imagem com a morena de seus sonhos. Janjão chega então a uma distância razoável e dá-lhe uma olhada de cima a baixo (ou melhor, de baixo a cima, porque macho albanês que é macho albanês começa olhando mulher pelas pernas).

As pernas eram peludas, a barriga de cerveja, a barba por fazer e... bigode?

- Eu sou Janjão, mas você não se parece com a descrição que me deram do seu contato. Aliás, você se parece com o cameraman.
- E sou, atriz foi levar os filhos na escola e vai chegar atrasada, como tínhamos que começar a filmar porque temos que devolver o equipamento às 4, me deram essa mini-saia, esse top e essa peruca ridícula.

Saem do saguão e a morena (cameraman) chama um táxi.

-Taxi? - reluta janjão, indignado - eu sou um consagrado herói de guerra, só ando de limousine.
-Nós íamos alugar uma, mas com o seu cachê nesse preço, foi o melhor que podíamos fazer.
-Pra onde, chefia? - diz o taxista, enquanto ajusta aquelas coberturas de bolinha de madeira no seu banco.
-Capão Redondo - diz a morena (cameraman).

O taxi para então em frente ao Morro do Piolho.

-Aí chefia, aí eu não entro não, são 40 paus - Janjão teve de consultar o dicionário para a expressão Paus (SHREBSKS em albanês).

Sobem ele e a morena uma escadaria e batem a uma porta, a janela ao lado abre sozinha. A porta se abre e Janjão arregala os olhos.

Continua...

No próximo capítulo você vai descobrir:



  • Aonde estão Saddam e Bin laden

  • Porque os tomates chilenos não rendem tanto quanto vendidos no cantão

  • e mais, muito mais....




Ou aqui:

Terça-feira, Agosto 12, 2003


A propósito...

Por quê jogaram uma galinha preta na Marta Suplicy? Qual o simbolismo da medida? Por quê preta?

Deixe sua opinião nos comentários mais abaixo e concorra a uma viagem com ela (a Marta) a Perus. Você vai se sentir no CEU.



Ou aqui:

Segunda-feira, Agosto 11, 2003


Janjão Jones - o agente secreto

Aqui começa mais um enlatado blóguico. Você está cheio desses seriados modernosos que inundam a TV a cabo? Seus problemas acabaram! Os bons tempos voltaram com Janjão Jones, o enlatado mal dublado mais escalafobético que a Europa Oriental já produziu desde Piotr Illítch Kazuntsovski - o domador de pulgas.

Episódio de hoje: Janjão Jones, treinado para matar

Janjão Jones, come os morangos que uma morena escultural lhe coloca na boca, à beira da piscina aquecida ao ar livre, no pitoresco chalé dos Alpes Gregos. De repente, ouve-se um sonido. Janjão Jones pede licença à biscoituda, tira o cinto da calça e o encosta ao ouvido.

- Sim, chefe! ... Ok! ("desliga" o cinto, põe a mão sobre a coxa da morena e diz:) Desculpe, boneca, vamos ter que continuar com isso mais tarde.
- Mas... Janjão! Ainda temos as pêras, as nêsperas, as romãs e... (corando com um sorriso maroto) a melancia!
- Faremos uma salada de frutas inteira quando eu voltar (ele diz com um olhar que derreteria uma geleira no ártico).

Janjão Jones se levanta, sobe na mureta e pula.

- Janjão! (a morena grita agudinho).

Ele cai no penhasco até atingir a altura de noventa e cinco mil pés (nota do tradutor: eu não sabia traduzir a medida, e como o brasileiro não faz idéia de quanto seja um pé, botei noventa e cinco mil, que pra mim tem um significado especial, já que é quanto eu devo ao banco) bateu os calcanhares, acionando o mecanismo que fez com que da sola do sapato e de seu relógio saísse uma asa delta, com a qual foi planando sobre os Apeninos...

Corta para ele entrando na sala de Monger, o chefe da KLSP, o serviço secreto albanês, depois de dar uma cantada na secretária, que fica toda encalorada.

- Sim, chefe!
- Janjão Jones! Precisamos dos seus préstimos!
- Estou sempre às ordens, chefe. Você se lembra quando aceitei a missão para fotografar as celulites da Luana Piovani, e daquela outra, quando...
- Claro! É por isso que escolhemos você, Janjão. Temos razões para acreditar que estes homens estão envolvidos na produção de armas químicas perigosíssimas. (aparecem as fotos de Elton Lima e Maurício de Burgo no telão). Queremos que você vá ao Brasil investigar.
- Brasil? (Janjão Jones sorri ajeitando a gravata)
- Sim! Mulatas, carnaval, macacos, pernilongos, Pelé e churrasco grego!
- Como diriam os curdos, chefe... vai ser um prazer!

CONTINUA



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Para o alto e avante!

O céu é o limite!





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Sexta-feira, Agosto 08, 2003


Terráqueos, tremei! Os alicerces de uma nova era para a humanidade acabam de ser lançados. Eu lhes apresento o blog que será o divisor de águas da cultura universal, um marco da história pós-contemporânea, um bálsamo para as almas desesperadas: "Ernestinho e suas mulatas besuntadas".
Nossa missão: levar aos nossos blog-leitores "A verdade! Nada mais que a verdade!".

Sejam bem-vindos à revolução cultural que deixaria Mao Tse Tung laranja de inveja!

Obs: Esse blog é resultado de anos de pesquisa e intenso trabalho de nossa equipe de colaboradores, tendo sido selecionado entre fortíssimos concorrentes como "mongoboys", "sapiens-demens", "Mariposas Doidivanas", "Neide! Cadê minha cueca samba-canção do Curíntias?", "Koyaanisqatsi & Os escalafobéticos mafagafinhos da Tia Yolanda!" e muitos outros mais.




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