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Terça-feira, Setembro 30, 2003 Antes que Janjão Jones volte com suas aventuras de tirar o fôlego, saboreie esta fábula sobre o amor, o esquecimento, a vida, a solidão, a pizza napolitana, o espremedor de limões e a coceira na virilha. Jacó e a fada Jacó sai à rua com ar abestalhado, fora de si. Ele sente que precisa fazer alguma coisa para evitar o casamento de Eliodora com Fernando. A sensação de que pôs o relacionamento com ela a perder por uma aventura estúpida era um espinho na carne e nos últimos onze meses não parou de repetir de si pra si que ela era dele, que aquela situação era temporária e seria fatalmente contornada. Quando a notícia do casamento marcado chegou, ele tentou agir com indiferença, sentiu o peito anestesiado, como se se tratasse de uma dor remota, alheada de si. A noite anterior à data, contudo, passou em claro, fritando na cama, na mente reboando tudo o que todos disseram sobre o assunto nas últimas semanas. O sol ainda não havia nascido quando ele enfim decidiu agir. E foi até a igreja. Circundou o prédio em busca de uma entrada, achou uma janela que poderia ser forçada no banheiro, que ficava nos fundos. Insinuou-se para dentro e começou a andar pelo salão vazio. No peito a sensação de que pisava um solo não sagrado, mas trágico, algo assim como um campo de batalha prestes a ser pisado pelos exércitos combatentes. Decidiu esperar na galeria, no mezanino. Subiu até lá, deitou-se ao chão e, pensando em como faria para levar a cabo seu firme intento, adormeceu. Adormeceu e sonhou. Uma bela moça vestida de forma estranha vinha voando, tomava-o pela mão e o levava consigo pelos ares, dando risadas. Ele sentia o vento no rosto, deliciado, sentia a maciez daquela mão, a doçura daquele sorriso e lá de cima via paisagens belíssimas. Ela apontava e, sempre a rir, dizia os nomes dos lugares: veja! É a acrópole de Atlântida! Veja ali, o Olimpo, com Asgard mais à direita. Daquele lado a Planície da Terra Média! Veja, é Pasárgada, onde Manuel Bandeira delicia-se, e ali adiante está Camelot, com todos os cavaleiros da Távola Redonda, os doze pares de França, Rolando, Amadis da Grécia e o próprio Carlos Magno. Oh, veja, a Terra do Nunca! De repente ela interrompeu o vôo e começou a descer. Ele perguntou o que acontecia e ela disse: já está bom de viagens. - Mas, chegamos ao fim, portanto? - Sim. - Diga-me, ao menos, seu nome! - Claro! Sou a fada dos casamentos felizes. Casamento...? Lembrou-se do casamento de Eliodora e Fernando e imediatamente despertou. Levantou-se sobressaltado e viu uma porção de gente saindo da igreja. Correu na janela e viu o casal já casado passando por uma chuva de grãos de arroz. Sentindo o coração partir, olhou, e viu por entre a folhagem da copa de uma grande árvore, a fada dos casamentos felizes rindo seu riso que, Jacó agora sabia, era de mofa. Ou aqui: Quinta-feira, Setembro 25, 2003 Para saciar a fome de abobrinhas lunares dos blog-leitores mais exigentes (estou falando com você mesmo, ô fiscal!!!), e dada a falta de tempo que temos enfrentado para fazer brotá-las em nossos privilegiados intelectos, resolvemos lançar mão de um dos expedientes mais baixos na arte de blogar: surrupiamos um post do É por aqui que vai pra lá?, o outro blog do Marcão, e vamos replicá-lo agora aqui nas plagas Ernestinianas. Buen provecho! Roteiros fantásticos para filmes nem tanto - 3 Atendendo a insistentes pedidos do George Lucas, escrevi este roteiro que é bem a cara da filmografia dele. Amor nos tempos do Ira! Juca é um adolescente quatro-olhos, esquisitão e deslocado, que, em plenos anos 80, vive à margem da turminha de populares na escola. Ele não tem calça Fiorucci, sapato London Fog, camiseta OP, carteira Wagon nem mochila Nativa's. Pelo contrário, está sempre com uma horrível jaqueta California Racing verde. Seus amigos são Whisk Zito, um garoto de dois metros e meio de altura, pálido como um finlandês e que tem uma estranha fixação pelo Kojak, e Joe Tromundo, um garoto magricela e cabeçudo que montou seu próprio videogame usando tampinhas de refrigerante e motores de carrinhos de Autorama. Um dia chega à escola a bela Gina, espalhando simpatia e dulçor (hum...). Ela deixa cair seu material no chão e pede a ajuda de Juca. Quando Juca descobre que ela notou a sua presença e sabe da sua existência, ele fica obcecado pela garota que, contudo, faz parte dos populares. Vai haver um bailinho e Juca decide abrir seu coração. Põe sua melhor calça de tergal, aquela camiseta listrada azul claro e amarela, a California Racing sobre tudo e mete os peitos. Começa a dançar esquisitamente as músicas dos Smiths, Cure e Titãs que tocavam, todo mundo dá risada, mas ele está ocupado fechando o cerco à bela Gina, vestida num vestido cor-de-rosa cheio de laços e bufantes. Só que ela está conversando com Marcinho, o cara mais pampa da escola, que tem o cabelo dividido ao meio mais hipermeigo de todos. Juca cria coragem, respira fundo e chega junto. Ele diz: "Gina, eu quero lhe dizer que se o amor é branco e a paixão é preta, o que sinto por você é xadrezinho!" Ela fica sem reação e ele dá um passo à frente para tentar beijá-la, quando tropeça no pé de Marcinho, que estava esticado, e cai em cima da vasilha de sanduíches de carne louca. Alvo da chacota e da zombaria do mundo todo, Juca sai, vai ao jardim, tira um saquinho de Dip n' Lik do bolso e o abre com tanta força que o pó brilhante voa-lhe na cara, fazendo-o tossir. Do meio da fumaça sai uma fada com a cara da Luciana Vendramini que se coloca à sua disposição para realizar-lhe um desejo. - Eu quero ser popular! ele diz com convicção. Ela diz então que esse pedido era perigoso, mas que seria atendido. No dia seguinte ele é atropelado pelo ônibus da Viação Bola Branca e acaba na capa do Notícias Populares e todo mundo dá risada. Seu enterro acontece ao som de "Receita pra se fazer um herói", do Ira!, que é pra justificar o nome do filme. Todos vão para casa, mas como o orçamento é de longa metragem e esse roteiro só daria quinze minutos, uma invasão extra-terrestre acontece. Alienígenas parecidos com jabutis desmamados começam a andar pelas ruas roubando o cérebro das criancinhas, gritando "aKLAaçdio!" e espalhando o terror. Eles invadem o estádio do Morumbi, mas vendo Miller, Careca, Silas e Pita em ação, arrependem-se de seus maus caminhos e vão pra casa, levando consigo uma bola de futebol e um livrinho com as regras, partindo, assim, na nave espacial batizada "Charles Miller". De repente Juca acorda e percebe que esteve sonhando enquanto todo aquele Dip n' Lik voava-lhe na cara. Ele percebe que é feliz como está, então volta pra festa e dança sua própria versão de coreografia para "I'm still loving you". Ele acaba sozinho mesmo, e Gina com Marcinho, como desde o princípio dos tempos. Ou aqui: Terça-feira, Setembro 23, 2003 A iniciação de Mungotongo Mungotongo era o filho do chefe da tribo. Como herdeiro do cabeça, sua iniciação à fase adulta deveria ser exemplar. Foi por isso que, ao fazer quatorze anos e sujar à noite sua primeira tanguinha, foi trazido ao meio da tribo, pintado à moda dos bongos (a etnia de que se trata), e após o ritual da passagem do côco chacoalhante sobre a aura do rapaz, conduzida pelo xamã, com sua horrível máscara de afastar maus espíritos, o chefe, pai de Mungotongo, aproximou-se nos passos da dança ritual, colocou a mão sobre o ombro do garoto e disse com voz grave e pausada: - Mungotongo, a dança dos espíritos rodeia todo homem. Para fazer frente ao mau vento e ao dente de javali do mal, você precisa passar pela iniciação que todo bongo de bem passou! - Sim, papai. Dê a prova e saberei honrá-la e ao teu nome! - Cale-se! A partir de agora não mais me podes chamar papai, mas sim Bwana. A sua prova não é pouca nem pequena, que menos não se espera de você! - Sim, Bwana. - Você sairá à floresta negra apenas com três objetos de sua escolha e deverá voltar em dois dias, trazendo consigo... a língua do Trovão!! - Oh! todos fizeram A língua do trovão nada mais era do que o fogo, uma raridade entre os bongos que não dominavam a arte de esfregar pauzinhos e pedras. Mungotongo pareceu atemorizado, mas respirou fundo e disse: - Eu o farei! Na alvorada do dia seguinte escolheu os três objetos que levaria consigo: a carteira, a camiseta da Benetton e o boné da Nike. Aí foi até a floresta negra, onde passava a estrada pra cidade, pegou o buzão das seis, chegou lá às nove, comprou um isqueiro, e, vendo que tinha tempo, foi no boteco encher a cara de groselha e comer fritopan. Quando voltou foi aclamado e considerado um verdadeiro homem, digno no trono dos bongos e de herdar o bazar de secos e molhados de seu pai. Moral: Água mole em pedra dura, com ferro será ferido. Ou aqui: Segunda-feira, Setembro 22, 2003 500 Visitas! Em comemoração à fantástica marca de quinhentas visitas ao melhor blog das inter-galáxias universais, nós oferecemos agora, gratuitamente de grátis, uma foto da beldade Angelines Fernandez. Enjoy! ![]() Ou aqui: Janjão Jones em: O sumiço da sua castidade No último capítulo você acompanhou: Ronnye Dias muda-se para o Rio e tem problemas pra decorar o telefone da Insetisan. Edmundo chega no banco às 4:01 da tarde, é barrado e bate no segurança. - Bajgë! - repete Janjão totalmente surpreso. -Sim, Janjão, podes gritar "Bajgë"quantas vezes quiser, mas acredite sou eu. -Ma-mas... Eu pensei que você estava morto, eu tinha certeza que tinha acabado com você lá em Madagascar. -Não Janjão, você me jogou no fundo do mar, amarrado a pesadas correntes, dentro daquele saco de batatas, mas um peixe roeu o saco, aí um tubarão tentou me morder e comeu as correntes. -E como você escapou do tubarão? - Janjão tentava entender -Ele teve uma indigestão com os elos da corrente que engoliu e isso me deu tempo pra fugir. -Tá, mas como você me achou aqui? -Simples, nadei até a ilha, depois entrei clandestinamente num avião até Manaus, assaltei um banco, com a grana comprei um computador, aí acessei a internet e achei o site "ERNESTINHO E SUAS MULATAS BESUNTADAS", aí acompanhei todas as suas aventuras, e sabia que você estava aqui. -E o que você quer? - pergunta Janjão -Eu quero de volta tudo o que você tomou de mim, minha honra, minha fama, e também,aqueles 300.000 mil dólares. -Mas eu já gastei tudo em jogo, mulheres, champanhe, ternos importados e um Jaguar 97. -Então Janjão, eu não vejo outra solução se não... -Se não o que? -Levarei comigo essa lambisgóia aí. -Ei, quem é lambisgóia aqui? - interfere Janete Johnson -Você, sua mocréia. -Eu não sou mocréia não, tá? -É sim! -Não sou! -É sim! -Não sou! -É sim! -Não sou! -É sim! -Não sou! -É sim! -Não sou! -É sim! -Não sou! -É sim! -Não sou! -É sim! -Não sou! -É sim! -Não sou! -É sim! -Não sou! -Calem-se, calem-se, vocês me deixam looooooouuuucoo! - diz Janjão num ataque Quiquiano. - O.K, Vamos resolver isso de uma vez por todas, o que você propõe? Não aceito que você leve Janete. -Também não queria mesmo. Janete fica indignada. -Como assim não queria? Todo mundo quer um pouquinho de Janete Johnson. -Eu não. -Quer sim! -Nem um pedacinho? -Não. -Mas nem por um segundinho? -Nem meio. -Mas, mas... olha só isso aqui. - diz Janete passando a mão sobre o contorno de suas silhuetas. -Já tive melhores. -Mentira! -Não é não. Janjão perde a paciência e propõe: -O.K, vamos fazer o seguinte, você deixa Janete comigo, e eu te devolvo os 300.000 dólares, eu ganhei um pouco mais que isso pelo cachê dessa blognovela. -Mas e a minha honra e minha fama? -Te dou 350.000. -O.K. - e partiu. Janete vira pra Janjão assustada. -Mas Janjão 350.000 dólares, achei que você tivesse planos para esse dinheiro. - insinua. -Não mesmo - responde o agente. -Mas, afinal de contas, quem era aquele cara? - finalmente pergunta Janete. -Isso é uma longa história, te conto no caminho. No próximo capítulo você vai saber: Aparecerão finalmente Maurício e Elton? Esqueceram-se os escritores da real missão de Janjão? Ou será tudo isso pra aproveitar a alta audiência da novela? Não deixe de acompanhar o próximo capítulo de Janjão Jones, o agente secreto nascido na Albânia, mas que mora no coração do mundo. Agora finalmente acho que resolvi o problema da minha página, me falem se não funcionar, é só clicar aqui. Ou aqui: Memórias de um corredor E lá estava eu, entre outros vinte e cinco mil corredores, cumprindo a parte que me cabia na maratona de revezamento. 12:30 PM. Céu azul. Sol a pino. O calor causticante me fazendo suar em bicas. E eu que pensava que aquela brisinha gostosa da manhã e o céu nublado que vi pela fresta da veneziana iriam me acompanhar durante todo o meu percurso. Santa ingenuidade! O fato é que o tal do Murphy não cochila em serviço e faz valer, com requintes de crueldade, a sua maldita lei. Os primeiros dois quilômetros foram fáceis. Já o terceiro impôs mais respeito. Tive que enfrentar uma subida interminável da qual ninguém havia me avisado, mas tudo bem. O segredo é manter o ritmo das passadas e não se deixar desanimar. Um pouco de água no cangote e na goela também ajudam. "Falta menos da metade" - pensei resignado. Para o alto e avante! No final do quarto quilômetro comecei a sentir os efeitos do calor e cansaço. Minhas pernas já começavam a doer. Senti a quase irresistível tentação de diminuir a velocidade e trotar até a linha de chegada, mas não me entreguei. Procurei então mentalizar a música-tema do Rocky Balboa para me auto-motivar e por duas ou três vezes cheguei a balbuciar "Eye of the tiger". Com aquela nova injeção de ânimo, dei tudo de mim e usei todas as forças que restavam para percorrer o mais rápido possível aquele quilômetro final. De repente, olhei para o lado e vi uma figura de mais ou menos um metro e meio de altura me ultrapassar velozmente. Era um velhinho japonês que trazia no verso da camiseta os seguintes dizeres: "Vovocóps. K. Kimura. 72 anos." Engoli em seco. Baixei involuntariamente o ritmo, limpei o suor da testa com a mão e fiquei observando, atônito, o Sr. Kimura, o meu Pearl Harbor pessoal, levar embora toda a minha dignidade atlética e desaparecer na primeira curva adiante. Ou aqui: Sexta-feira, Setembro 19, 2003 Sete homens e um menino - 2ª parte Ligeirinho sai a galope atrás de guerreiros poderosos para proteger Laredo Bonanza da sanha assassina do bando de Kid Lôco. Ao chegar a Ernestville, entra no Salloon e começa a cooptar mercenários, mas ninguém quer ir porque eles pagam muito pouco. Até que o velho Will diz: eu vou. - Vai comigo salvar Laredo Bonanza? - Não. Vou ali dar uma mijada. Desolado, Ligeirinho pega seu violão e começa a cantar seu desalento com uma linda voz de barítono. O dono do Saloon acha da hora e põe ele pra cantar no palco principal. Ligeirinho alcança enorme sucesso, lança CD, é contratado pela Sony e canta a trilha sonora de Daniel Boone. No auge da grória lembra-se enfim de Laredo Bonanza. Volta lá de Cadilacc e a encontra devastada, queimada. Os cadáveres putrefatos dos seus amigos e familiares expostos ao céu, de onde vêm abutres famintos. - Oh - diz Ligeirinho - a fama tem um preço cruel. Fim Ou aqui: Quinta-feira, Setembro 18, 2003 ODISSÉIA GASTRONÔMICA Dizem que para tudo nesta vida há uma primeira vez. Pois é... ontem à noite eu fiz minha primeira incursão pelo fascinante e misterioso mundo da culinária. Para resumir a história, resolvi debutar fazendo logo uma de minhas "especialidades": torta de limão. Peguei a receita com uma [ah-hai] colega de trabalho, comprei todos os ingredientes no supermercado e fui para casa. Lá chegando, dei uma bitoca em minha adorável cara-metade [provavelmente essa bela expressão não existe nos países de tradição poligâmica. Decerto, eles devem dizer algo como "cara-um-oitavo", "cara-um-doze-avos" e coisas do gênero] e anunciei orgulhoso: vou fazer torta de limão! E lá fui eu confiante para a cozinha, entre risadinhas abafadas e sob o olhar de incredulidade de minha esposa. Coloquei todos os 578 utensílios necessários para a feitura do doce em cima da pia e cocei a cabeça, sem saber exatamente por onde começar. Pensei então com os meus botões: "o que o Olivier Anquier faria no meu lugar?". Quase que imediatamente, eu ouvi uma voz com sotaque afrancesado a ecoar em minha mente: "Non desista, Heliô! A forrrça está dentrro de você!!!" Senti minha confiança ser revigorada instantaneamente e comecei a botar a mão na massa, literalmente. Resumo da ópera: depois de conseguir explodir a manteiga no microondas, espalhar o recheio por toda a pia por conta de um surto da batedeira, derrubar um pote inteiro de tomates secos no chão [só não me pergunte o que ele estava fazendo ali] e transformar a cozinha em um verdadeiro cenário de filme pós-apocalíptico, finalmente a minha torta de limão ficou pronta! E olha que, modéstia à parte, ficou bem bacana, viu! Estou o próprio pai coruja... Vai um pedacinho aí?
Ah, aproveitando o ensejo deste meu júbilo gastronômico, gostaria de divulgar os ganhadores do II Concurso Cultural de Ernestinho e suas mulatas besuntadas. Os participantes deveriam responder a seguinte pergunta: "como é possível o Beto Barbosa e o Amado Batista ainda não terem se tornado imortais da Academia Brasileira de Letras?" Seguem abaixo os autores das frases mais criativas: Em primeiro lugar, Arnold Schwarzenegger [Bi-campeãooo!!!], com a frase: "Sei lá, pergunta pro Christopher Lambert!" Em segundo lugar, Chicão, com a frase "'Porque lá só tem coprólito!" Em terceiro lugar, Rubinho Barrichello, como sempre... Em quarto lugar, o mitológico Janus, com a enigmática frase-palíndromo: "Amor: meu erro morreu em Roma." E, em quinto lugar, a blog-leitora Aracy, com a singela frase: "Nenhum deles foi casado com Jorge Amado". Parabéns a todos participantes! Favor retirar o seu prêmio no... Marcão, qual é mesmo o seu endereço? Ou aqui: Quarta-feira, Setembro 17, 2003 Campanha 'Viva a MEB'!!! Um dia desses aqui na redação de Ernestinho e suas mulatas besuntadas, enquanto devorávamos empadinhas de palmito com refresco de tamarindo e ouvíamos uma musiquinha no rádio de galena do Alê, subitamente nossas mentes foram invadidas por um paradoxal questionamento: Como a Nova Brasil FM, que só atinge as classes sociais A e B, pode ter a desfaçatez de se ufanar como "a rádio que toca MPB"? É realmente estranho... até onde sabemos, MPB é a sigla para Música Popular Brasileira, e 'popular', se não estamos muito enganados, é uma palavra que remete ao que é relativo a 'povo'. O próprio Tio Aurélio, por sua vez, manda um verbete em que 'popular' é tudo aquilo "adaptado à compreensão ou ao gosto do povo". Agora seja sincero, quando foi a última vez que você escutou sua empregada cantarolar "Construção" do Chico Buarque ou o porteiro do prédio assobiar "Drão" do Gil? Cá pra nós, popular é Sidney Magal, Reginaldo Rossi e a Kelly Key, mermão! De duas uma: ou aceitamos o fato de que o termo MPB se esvaziou de seu significado original e ficamos numa boa quanto a isso, ou então, como sugere aquele reclame da TV, revemos nossos conceitos e cunhamos um termo novo. Não sei quanto a você, amiguinho, mas nós ficamos sinceramente com a segunda opção. E mais, lançamos agora a campanha 'Viva a MEB' [leia-se: Música Elitizada Brasileira] e fazemos um convite: se você simpatizou com esta bonita causa, não espere mais nem um segundo! Coloque aquela sua camiseta desbotada dos Mutantes, cante com vigor "Alegria, Alegria" e junte-se a nós! Ou aqui: Terça-feira, Setembro 16, 2003 Super novo site no ar !!! Ernestinho anuncia, orgulhosamente, o site oficial de um dos seus três mais nobres escritores, o site acabou de ser colocado no ar, e se você quiser dar uma olhadinha, clique aqui, e se você quiser mandar um e-mail pra mim clique aqui. Ou aqui: Sete homens e um pepino Você começa a acompanhar aqui o grande clássico do western blóguico publicado originalmente em preto e branco em um blog tailandês, nos anos 30. Depois Akira Kurosawa imitou em "Os sete samurais", Holywood em "Sete homens e um destino" (nem fizeram questão de dar uma maqueada no nome!) e posteriormente, em "Mercenários do Espaço" (não recomendamos a ninguém). Prepare o suco de mangaba e o salgadinho de soja transgênica, pois você vai viver grandes emoções! Laredo Bonanza, uma pacata cidade perdida no meio do nada no deserto da Carolina do Norte (informações geográficas Iso 9002). O pequeno Larry leva seu irmãozinho Nick para ajudá-lo a buscar água. Quando chega ao poço, dá de cara com um bando de malvados mau encarados olhando malevolamente. Eles voltam correndo e gritando, avisando a todos na cidade: - O bando de Kid Lôco, o bando de Kid Lôco! O bando vem entrando pela cidade, todos assomam às portas, torcendo as mãos, sorumbáticos, macambúzios, soturnos e ensimesmados (adjetivos Iso 9002). Eles são maus, muito maus! Derrubam tinas d'água, descabelam as crianças, viram cestos, dão ponta-pés nas bundas dos jegues, passam a mão nas velhinhas. - Parem! Grita Manolo, o líder da cidadezinha. Um chicote o agarra e ele começa a se debater tentando se libertar, mas em vão. - Donde está el oro, cabrón? pergunta Kid Lôco fazendo seu dente de ouro bem na frente brilhar sob o sol escaldante de Laredo Bonanza. - Ouro, que ouro? Tá Lôco, Kid? - Ah, no hay oro, hã? Hombres! Fuego em todo! - Não, esperem! - gritou Kelson Lafer, que havia estado na OMC (Cúpula do Artesanato Indígena da Carolina do Norte - sigla em espanhol). Por que não fazemos um esquema aqui? Vocês dão um prazo, a gente dá um jeito e junta uma grana, paga em vezes, juros de mercado, etc. - Bona idéia! - diz Kid Lôco, que tinha ascendência italiana - Voltamos em duas semanas! Ustedes precisan tener oito miles dólares, senonces - e faz um sinal com o dedo, como se estivesse cortando seu próprio pescoço. - Ocho miles dólares!?? Em duas semanas??? todos gritam levando as mãos à cabeça e chacoalhando-a violentamente. - Si! Senonces - e repete o gesto. Todos engolem em seco e dizem: "Todo bien". Antes de ir embora, Kid Lôco queima a casa da velhinha viúva Zurêta, só pra mostrar que não está brincando. Enquanto as chamas de sua casa sobem ao céu, ouve-se o pranto de Zurêta e as lamúrias de todo o povo de Laredo Bonanza. - Manolo, quanto dinheiro tenemos? - Uns quatrocentos dólares, isso se conseguirmos vender aquele pangaré do Jhonson Taylor. - Xi! - Dêem-me esse dinheiro - grita Ligeirinho, um rato de sombreiro. - O que? - Sim, saca-me la plata e voy a buscar algunos mercenários para nos ajudarem. - Es uma ideia muy loca, pero esto poste já estay mucho grande e tenemos que terminar. Entonces, si, vai lá, Ligeirinho! Boa sorte! Enquanto Ligeirinho sobe na velha mula cega Francisquinha, todos abanam lenços brancos e mordem os nós dos dedos grunhindo em dó maior. Emoções fortes, sensualidade, sangue e artes marciais? Você está no lugar certo! Não mude de blog, voltamos já. Ou aqui: Segunda-feira, Setembro 15, 2003 Elucubrações elucubrantes e outras divagações filosóficas Temos recebido centenas de cartinhas muito interessantes ultimamente: gente querendo receita de risoto, pedindo emprego no blog, fazendo declarações de amor ao blog-escritor mais sarado da quinta dimensão [no caso eu], falando pra gente bloquear o IP da Sirlene, mandando elogios, críticas e dúvidas, etc etc. Resolvemos então matar dois coelhos com uma cajadada só: vamos esclarecer uma dúvida enviada por um fã do Alexandre Spissoto [que pediu para não ser identificado, mas tem iniciais E.C., o sobrenome rima com 'herdeiro' e faz muito sucesso no cenário pop-mix-do-babado cantando bem agudinho sucessos como 'It's raining man!' e 'Ser um homem feminino não fere o meu lado masculino'] e, ao mesmo tempo, calaremos a boca da crítica, que afirma falaciosamente que o blog 'Ernestinho e suas mulatas besuntadas' não traz nada além de besteirol e conteúdo non-sense aos habitantes da Blogosfera. Tremendo absurdo! Para ter acesso ao crème de la crème do besteirol-cult do século XXI e conhecer teorias que inspiraram Wittegenstein, Sartre e Kant, clique aqui. Ou aqui: Lindas melodias que enternecem o coração Sempre que vejo uma barra de chocolate da Nestlé na gôndola do supermercado, lembro de uma canção que povoa meus sonhos e reminiscências há décadas. Lembro-me da canção e da angústia a ela associada pelo fato de, quando ela tocava, eu não poder meter a mão nos chocolates. Cante comigo: Na montanha encantada é gostoso ser feliz na montanha encantada você é mais feliz! Por que estou escrevendo isso aqui? Ora, simples. É que quando estava andando na rua vi na calçada uma rachadura que me lembrou o mapa do Chile. Ou aqui: Sexta-feira, Setembro 12, 2003 Ernestinho e suas mulatas besuntadas orgulhosamente, mas com muita humildade, apresenta: mais um emocionante, anti-calvície e curto capítulo - pois hoje é sexta-feira e ninguém é de ferro - de Janjão Jones, o agente secreto albanês que inspirou Ian Flemming a criar James Bond! Cenas do último capítulo: Burt Reynolds coloca à venda sua coleção de perucas para pagar dívida com agiotas e é confundido com Lima Duarte em Mossoró; Julinho da Adelaide, até então tido apenas como um heterônimo de Chico Buarque, ressurge em Paris e diz em bombástica entrevista a Ernestinho e suas mulatas besuntadas: "O Chico é um egocêntrico e narcisista! Nunca aceitou o fato de sermos irmãos gêmeos e logo deu um jeito de dar um sumiço em mim!"; He-Man "sai do armário", assume romance com Esqueleto e desabafa: "Ele é um gentleman, mas às vezes é osso duro de roer!"; Gargamel dá entrada por intoxicação alimentar no Hospital das Clínicas após ingerir meia dúzia de Smurfs; Thor se aposenta como super-herói e vai trabalhar na oficina de funilaria e pintura de Odin como "martelinho de ouro". Janjão Jones em 'O imundo no Inferno de Dante, ou quase isso...' Janjão Jones e Creuzinete Johnsons estão amarrados a uma estátua de Maléficus em tamanho real pra lá de kitsch, com cordas de Albanita, que sugam completamente a força do agente secreto. Eles se entreolham em meditabundo e sereno desespero: - Janjão, nós vamos morrer! Por favor faça alguma coisa! - esgoela-se a morena, agitando descontroladamente seus belos cabelos loiros-Imédia-Excellence-número4. Janjão olha então para o ardiloso mecanismo projetado por Maléficus e eis que tudo funciona exatamente como o maligno e de gosto duvidoso vilão havia predito: uma bola de boliche desce por um trilho em espiral, que ao cair liga um ventilador, que faz um barquinho com uma agulha na ponta se mover, que espeta o colorido e couveflorudo rabo de um babuíno, que começa a pedalar uma bicicleta ergométrica, que faz um serrote se mover em vai e vem e cortar um pedaço de madeira, que cai em uma gangorra e impulsiona uma bolinha de golfe, que liga um maçarico, que aciona o alarme contra incêndios, que faz funcionar o sistema de sprinklers, que, por sua vez, molham e acordam o furioso leão albino. - Rápido, Creuzinete! Você consegue mexer seu braço? - pergunta com determinação Janjão Jones. - Por que, você descobriu uma maneira de nos libertar, Janjão? - pergunta ansiosa a morena. - Não, mas eu estou com uma coceira desgraçada na ponta do nariz e não consigo me coçar. Bajgë! Ouve-se um terrível rugido que ecoa por todo o galpão. O leão albino olha faminto para o casal de agentes, passa a língua por toda a extensão de seus lábios leoninos, dá uma risadinha maquiavélica e começa a galopar em direção aos dois. Creuzinete berra desesperadamente. Janjão tenta acionar o hipnotizador de leões que Matusalém Jones lhe dera, mas não consegue alcançar o cravo vermelho na lapela de seu smoking branco (summer) edição limitada Ricardo Montalbán. Janjão Jones começa então a assobiar composições de Sivuca e Hermeto Pascoal para tentar criar empatia com o animal, mas em vão... o leão, além de albino, também é surdo. O agente secreto parece já ouvir a gargalhada de triunfo de Maléficus ecoar em sua mente. O leão se aproxima rapidamente. Janjão diz a Creuzinete que a ama. A morena começa a chorar de emoção. Entra a trilha piegas da série. Ao som de Richard Clayderman, um coração feito de jujubas vermelhas envolve os agentes. O leão se prepara para saltar sobre o indefeso casal. Janjão Jones fecha os olhos e espera o ataque fatal. Nesse instante, um primeiro raio de sol rompe o amanhecer, invade o galpão e toca a cauda do leão albino. Imediatamente, o vôo mortal do animal desprovido de melanina é interrompido. Com uma horrível expressão de angústia, o leão começa a derreter sob o efeito da luz solar, transformando-se em um grande marshmallow com juba e por fim numa meleca branca, até desaparecer por completo. Ouve-se um último e macabro rugido, que soa algo como "Eu voltareeeeiiii!!!" Janjão Jones e Creuzinete respiram aliviados. Eles olham um para o outro apaixonados, esticam os lábios fazendo biquinho e se aproximam vagarosamente para, de uma vez por todas, dar o tão aguardado beijo de amor incandescente. Os lábios dos agentes estão quase se tocando quando ouvem um estrondo ensurdecedor. Eles olham para cima e vêem o teto do galpão ser subitamente desintegrado por um raio devastador. Quando a nuvem de poeira se dissipa, eles conseguem ver uma enorme espaço-nave. Logo uma escotilha na parte inferior da nave se abre e um feixe de luz esverdeada atinge Janjão Jones e Creuzinete Johnsons. Janjão olha para Creuzinete e exclama: - Bajgë! Continua... Não perca o próximo, rico em vitaminas e ferro e sem contra-indicações capítulo! E não deixe de perder a imperdível e exclusiva entrevista de Julinho da Adelaide, concedida ao nosso repórter-verdade Marco Aurélio da República Federativa do Brasil! Aguardemmm!!! Ou aqui: Quinta-feira, Setembro 11, 2003 Juquice II Blog-leitores, regozijai-vos! Conseguimos finalmente dissipar todas as ondas de energia negativa que rondavam o dia de hoje e desfazer a tremenda juquice que o Marcão fez. Deixe abaixo seu comentário, ou envie uma singela mensagem ao email por ele fornecido, e parabenize-o pela sua quase binladenesca façanha. A propósito, a imagem utilizada abaixo [post "E o troféu 'Seu Juca' goes to..."] foi escolhida com base na expressa predileção do supra citado pelo tema, conforme pode ser conferido em seu outro blog, o É por aqui que vai pra lá?, nos posts dos dias 10 de julho e 4 de agosto. Ou aqui: Juquice Obrigado pelo troféu Seu Juca, Hélioboy! Eu mereço. A propósito, o seu estoque de fotos gays não acaba mais, é impressionante. Amigos leitores, depois da barbeiragem blóguica que cometi no template de Ernestinho, nosso link para comentários parece ter enfartado. Se alguém aí dispõe dos conhecimentos tecnológicos necessários para ressuscitá-lo, favor enviar uma mensagem meiga e singela para raskolhnikov@hotmail.com A Sirlene é que não deve estar entendendo nada, coitada! Por ora, façamos alguns minutos (ou dias) de silêncio em homenagem à tragédia do WTC. Ou aqui: E o troféu 'Seu Juca' goes to Marcão, pela super mega hiper ultra juquice de conseguir mudar sem querer o template e dar, temporariamente, uma cara pra lá de caliente ao blog! Isso sem falar em perder todos os comentários amealhados com muito suor e lágrimas no decorrer das últimas semanas! Marcão, esse prêmio é pra você, Seu Juca! ![]() Ou aqui: Janjão Jones contra o urologista Goldfinger No último eletrizante capítulo de Janjão Jones, você não viu nada porque acabou a luz na sua casa! Janjão Jones ajeita a gravata e desce deslizando pelas franjas da roupa do Cristo Redentor, tendo Janet Jhonson, que também atende por Nete Crueuza, nos braços. Seu carro os espera. É um Jaguar amarelo com um adesivo atrás que diz, em albanês: "Não me sequestre. Eu sou professor". Enquanto dirigem pelas ruas do Rio de Janeiro, Janjão Jones e Janet Creuza têm o seguinte diálogo: - Janet, preciso te dizer uma coisa. - O que, Janjão? - É muito pessoal. - Sim, fale! - Nós dois... - Sim? - Bem, não está certo... - O que não está certo, Janjão? - Não está certo dirigirmos com os pés para fora da janela! - Ah, ok. Uma blitz da PM os fez reduzir e parar. Quando o policial se aproximou, Janjão desceu a janela e estava pronto pra dizer: - O que é que há, velhinho? Quando ouviu uma risada sinistra e recebeu uma lufada de gás sonífero no rosto. Quando acordou, estava em um enorme galpão. - Agora será seu fim, Janjão Jones! - Maléficus! - Sim! Veja aqueles ratos ali! Eles roerão aquela corda, que, ao romper-se, deixará aquele peso cair sobre aquela alvanca que acionará a boca daquele fogão. O barbante que está sobre a boca do fogão queimará e a chama seguirá o pavio até aquela bola de basquete, que, com o calor, estourará. O barulho acordará aquele leão albino ali, que virá e comerá vocês dois, quiáquiáquiáquiá huhuhuhuhuhahahahahahahahahahuahhhahahahaha - O que pretende com isso, Maleficus? - Simples, Janjão. Dominar o mundo. Sem vocês no caminho, meu plano de criar clones dos principais cantores pop do mundo será levado a cabo, e assim, através de mensagens subliminares nas letras das músicas, dominarei as mentes de todas as pessoas, fazendo com que elas me elejam o soberano universal! - Isso jamais dará certo, Maleficus - disse Janet Jhonson. - Não esguele, querida, vai manchar o teu batom - disse Malévola, a mulher de Maleficus, agora vestida numa roupa colante azul-calcinha, com uma faixa nos cabelos da mesma cor, e segurando no colo não um bebê, mas um poodle cor-de-rosa. Eles saem dali rindo soturnamente. Em pânico, Janjão e Janet, amarrados um ao outro, ouvem o sonido dos ratos roedores fazendo seu nefasto trabalho. Será este o fim de nossos heróis? Será este o fim da imbecilidade dos autores deste blog? Morrerão os agentes secretos mais cheios de ginga sulamericana do leste europeu comidos por um sanguinolento leão albino? Estas respostas você encontra clicando aqui: Ou aqui: Quarta-feira, Setembro 10, 2003 EXTRA! EXTRA! Chega à redação de Ernestinho e suas mulatas beZuntadas uma notícia estarrecedora, que deixa uma enorme interrogação no ar: como é possível o Beto Barbosa e o Amado Batista ainda não terem se tornado imortais da Academia Brasileira de Letras? [Para quem não se recorda, Beto Barbosa é o genial autor de "Adocica meu amor, adocica!" e Amado Batista é o compositor da pérola "No hospital, na sala de cirurgia, pela vidraça eu via você sofrendo a sorrir..."] Deixe aqui sua explicação para esse misterioso enigma e concorra a muitos prêmios! A resposta mais criativa ganha um ano de fornecimento de pirulitos Dip N' Lik e 250 ingressos para o show da Monga, a mulher que fica com a macaca! Tudo isso inteiramente e gratuitamente de grátis!!! Zezé di Camargo e Luciano ganham prêmio da ABL A dupla Zezé Di Camargo e Luciano vai receber nesta quarta (10), no Rio de Janeiro, o prêmio "Austregésilo de Athayde" de melhor dupla sertaneja de 2002, concedido pela Academia Brasileira de Letras (ABL). Na última semana, os cantores já haviam conquistado o Grammy Latino pelo melhor álbum de 2002. ![]() Ou aqui: Terça-feira, Setembro 09, 2003 Da série "Fábulas fabulosas que gostaríamos de ver", apresentamos hoje, com exclusividade, um incrível achado arqueológico-literário referente à obra do grande fabulista francês Jean de la Fontaine. Trata-se de um fragmento até então desconhecido de 'A cigarra e a formiga', por nós encontrado na biblioteca da Universidade de Sourbonne, e que, ao que tudo indica, seria o verdadeiro final da estória. Postamos agora primeiramente o trecho conhecido da obra e mais abaixo o referido fragmento: A cigarra e a formiga Tendo a cigarra cantado durante o verão, Apavorou-se com o frio da próxima estação. Sem mosca ou verme para se alimentar, Com fome, foi ver a formiga, sua vizinha, pedindo-lhe alguns grãos para agüentar Até vir uma época mais quentinha! "Eu lhe pagarei", disse ela, "Antes do verão, palavra de animal, Os juros e também o capital." A formiga não gosta de emprestar, É esse um de seus defeitos. "O que você fazia no calor de outrora?" Perguntou-lhe ela com certa esperteza. "Noite e dia, eu cantava no meu posto, Sem querer dar-lhe desgosto." "Você cantava? Que beleza! Pois, então, dance agora!" E agora, o trecho que faltava: A cigarra então, toda animada Resolve ter aula de danças de salão Seguindo o conselho da formiga sovina Matricula-se na escola de Madame Poças Leitão Logo se torna exímia dançarina E acaba chamando a atenção de um olheiro Faz hoje shows pelo mundo todo Está toda feliz e com muito dinheiro A formiga, por sua vez, a coitada Está com Lesão por Esforço Repetitivo Pelo INSS, por invalidez, está aposentada Eis que de nada lhe valeu tanto juízo Moral: Quando a porca torcer o rabo, veja bem o que vai fazer com o parafuso. ![]() Ou aqui: Segunda-feira, Setembro 08, 2003 Janjão Jones em: O croquete da sorte Atendendo a milhões de pedidos, ERNESTINHO E SUA MULATAS BESUNTADAS publica mais um emocionante capítulo de Janjão Jones e Janete Johnson, o casal-agente-secreto-que-se-ama-mas-nunca-se-beija mais amado do mundo. Janjão encontra-se mais uma vez numa fria (afinal está na Islândia), Maléficus aponta sua bengala cor-de-rosa pra Janjão, e a bolinha da ponta dispara-se contra o peito de Janjão, que cai inconsciente. Quando acorda, amarrado a uma árvore, Janjão está no topo de uma montanha, olha ao redor e vê Maléficus, junto à mãe do bebê. -Ei, mas eu vim até aqui pra te ajudar, quem é você? - pergunta surpreso Janjão. -Sou Pervérsita, mulher de Maléficus, foi apenas uma armadilha pra te pegar... - Inhainhainhaquinhainhainhainhaquinhanhainhainhaquinhanhainhainhaquinha... - riem os dois, numa sintonia de fazer inveja a Mozart. -Janjão ! - diz Maléficus, com o estômago doendo de tanto rir - Finalmente chegou o meu dia... É o seu fim, você morrerá congelado aqui, e aproveitando, vou acabar também com essa lambisgóia que veio com você....Inhanhinhanhianhainhainahianahia !!!!!! Janjão olha montanha abaixo e vê Janete amarrada a uma cadeira, e nos pés da cadeira, um par de esquis. Janete desliza montanha abaixo a uma velocidade absurda (qualquer semelhança ao filme Spaceballs não é mera coincidência). Mais abaixo, Janjão pode ver um abismo. -Esse é o abismo de Sete Dias Janjão... Inhanhianhainahianhainahianhaianahiahana !!! -Abismo de Sete Dias? - não entende Janjão -Sim, porque, ao cair nele, levará sete dias até chegar ao fundo... Inhanhianhianhaiahnahaiahanahaiahanahaia !!!! (Qualquer semelhança com um dos episódios de Thundercats também não é mera coincidência). Maléficus e Pervérsita saem voando abraçados, numa prancha de surfe cor-de-rosa com jatos nas quilhas. Janjão então tenta o seu famoso movimento de tirar as meias pelo pescoço. Em vão. Tenta alcançar seu cinturão, mas esse havia sido retirado por Maléficus, tenta falar todas as línguas que conhece, mas o local era totalmente inabitado. Janjão olha e vê Janete caindo abismo abaixo, só tem tempo de ouvir o Socooooooooooooorrooooo!!! à distância. Nesse momento o sol parece bater mais forte sobre a neve, que começa a evaporar, muita fumaça sobe do chão, e janjão percebe estar tendo mais um flashback. Vê-se dentro de um ringue, onde tem aulas de Jiu-Jitsu com Royce Gracie, vê-se também nocauteando lutadores muito maiores e mais pesados que ele em campeonatos de Ultimate Fighting ao redor do mundo. a fumaça se vai e Janjão num só movimento, encosta o queixo no pescoço, e num rápido momento, joga a cabeça para trás, quebrando o tronco da árvore ao meio. Joga então as pernas pra cima e escapa ileso. Quebra dois galhos de árvore, os quais usa como esquis. E desliza ladeira abaixo. Ao chegar à beira do abismo, Janjão livra-se dos esquis, e projeta-se na imensidão do Abismo de Sete Dias. -Janeeeeeeeeeeeeeteeeeeee !!!! - grita Janjão, sem obter resposta. Janjão pode ver Janete. A distância é grande e ela parece inconsciente. Jones posiciona-se como se estivesse mergulhando, com as pernas pra cima, pra ganhar velocidade, o que consegue com facilidade, devido à aerodinâmica de seu corpo. Vai aproximando-se de Janete rapidamente, até que a alcança. Com uma chave de pernas, quebra a cadeira, livrando Janete, que desperta. -Janjão ! - ela grita - sabia que você não me abandonaria! Janjão puxa então uma cordinha no bolso de seu terno Armani, um pára-quedas se abre. O pára-quedas é vermelho, com dois pássaros pretos ao meio. A bandeira da Albânia. Janjão então liga novamente os jatos de seus Vulcabrás, sai do abismo, e, juntos, sobrevoam a cadeia de montanhas. O vôo é longo, e Janjão aproveita o pára-quedas, e vai direto ao Brasil, pousando suavemente sobre o Pão-de-Açúcar. No próximo capítulo: Bill Gates promete lançar o Windows EESMB, em homenagem ao nosso blog. Em crise econômica, presidente muda moeda argentina para o Ernestus, e também... Bom, você vai ver...
Bandeira da Albânia Ou aqui: Justiça inda que à tarde Certo dia Jeodabaque (que significa "aquele que rosqueia a porca com as duas mãos") carregava umas pranchas de sua marcenaria quando, ao sair pela porta, abalroou involutariamente a Otinisaque (que significa "minha dor de pescoço passou"). Otinisaque veio a perder um dente por conta da pancada. - Mil perdões, querido Otinisaque! disse Jeodabaque. - Não fique embaraçado, irmão Jeobadaque. Mas, você sabe o que diz a lei... - Claro, claro, irmão. Olho por olho... - Dente por dente! - Sim. Como faremos? - Talvez eu possa acertar sua boca com esse toco de pau aqui... - Boa idéia! Fique à vontade. POW - Obrigado, irmão, agora a justiça foi feita e podemos nos separar em paz. - Echpere - Jeodabaque tinha a boca cheia de sangue - Lamentavelmente, irmão, seu golpe tirou-me foram três dentes! Você me deve dois, portanto... - Oh! - Sim, e você sabe o que diz a lei, não podemos simplesmente passar por cima dela! - Claro! Claro! Tome aqui o porrete. POW - Quantos? - Lamento - cuspindo o sangue - sua força foi demasiada e arrancou-me quatro dentes, e não apenas dois! POW - E agora, irmão? Terão sido atendidos os reclamos da lei, desta feita? - Oh, nobre irmão, lamento, mas além de essa pancada haver-me arrancado todos os dentes, essa ferpa acabou por cegar-me do olho esquerdo. - Puxa irmão, esse olho era tão belo! Mas... a lei! A lei! Vamos a ela! Moral edificante: olho por olho e todos ficaremos cegos. Ou aqui: Sexta-feira, Setembro 05, 2003
Soem as trombetas, rufem os tambores, uivem os vira-latas, coaxem as rãs, grasnem os pelicanos, splash splash as cachoeiras e TUM CRASH POW o Batman e Robin! Eis que o aniversariante do dia é ninguém mais ninguém menos que Marcão, o sócio-fundador e CEO de Ernestinho e suas mulatas besuntadas S.A. É isso mesmo, meus queridos! Hoje Marcão completa 30 primaveras muito bem floridas e vividas. E como não poderia deixar de ser, fazemos agora nossa mais do que justa homenagem a esse incrível jovem, dono de um intelecto, talento, senso de humor e envergadura moral invejáveis. Ficam aqui expressos nossos mais sinceros votos de felicidade, saúde, paz, vida eterna e maria mole cor-de-rosa. God bless you, man!
Deixe você também suas felicitações e/ou sacaneações pelo natalício do Marcão. Ou aqui: Quinta-feira, Setembro 04, 2003 A imagem do amor Aqueles que nos conhecem sabem que não somos pessoas lá muito emotivas. Entretanto, devemos confessar que nos debulhamos em lágrimas ante a ternura da imagem postada abaixo. Vejam que belo retrato do amor, dedicação e, principalmente, da entrega e abnegação... um verdadeiro modelo do relacionamento homem/mulher! Reparem o ar de alegria que a esposa demonstra e observem a expressão de preocupação do marido [irmão gêmeo do Romário], que vai à frente para se certificar que não existem obstáculos pelo caminho... É isso aí, pessoal! Ernestinho também é pieguice e coisinhas cuti-cuti! ![]() Ou aqui: ENQUETE: Como todos sabem, uma das maiores preocupações de 'Ernestinho e suas mulatas beZuntadas' é promover o avanço da pesquisa científica no Brasil. Por isso, apresentamos agora a seguinte indagação enquético-psico-bloguística, em parceria com o blog Ipsis Literis da Dê [só não espalha, que ela ainda não sabe]: Qual a sensação mais desagradável que alguém à nivel de ser humano pode sentir enquanto pessoa? Selecione abaixo a alternativa que você julga mais coerente e nos ajude a acabar com este busílis! a) Chupar manga em um dia bem frio de inverno e sentir aquele caldo meladinho escorrer pelos braços e blusa a dentro [com o perdão do trocadilho, encher a manga de manga]. b) Descer aquela ladeirona a toda velocidade de patins, no meio do caminho se desequilibrar, ser projetado no vazio e, naquela fração de segundo que parece durar minutos, pensar como você é burro, que vai se esborrachar no chão e se arrebentar todo e que não há nada que você possa fazer para evitar isto. c) Olhar para o rostinho do seu filho recém-nascido e chegar à conclusão que ele é a cara do japonês da lavanderia. d) Disconcordo com todas as opções acima supra citadas anteriormente. Caso você tenha uma alternativa mais desagradável, por favor mande pra gente! Ou aqui: Quarta-feira, Setembro 03, 2003 Da série 'Poeminhas medíocres e patéticos que tocam fundo no coração da gente', apresentamos hoje: Sonetinho sobre a Insônia e a falta de sono No inverno de minh'alma Não há pastos verdejantes Com carneiros saltitantes Para de noite eu contar Dádiva plena de Morfeu O sono que tanto procuro Meu bom companheiro no escuro Pela nevasca se perdeu Porém, não há de ser nada Ligo a TV no Corujão E atravesso a madrugada Ou então apelo à ciência Tendo um Valium bem à mão Logo perco a consciência
Se você também tem um poeminha ridículo do qual se orgulha, não espere mais nem um minuto! Envie-o agora mesmo para Ernestinho e suas mulatas besuntadas e nós teremos a satisfação de espinafrá-lo publicamente. Ou aqui: Ou aqui: Ditados ditosos II Se um dia a vida lhe der as costas, não desanime! Respire fundo, levante a cabeça e meta um pontapé muito bem dado no traseiro dela! Ou aqui: Ditados ditosos Caso não possa com os argumentos de seu oponente, jamais descarte a possibilidade de descer-lhe um pedaço de pau na cabeça. Ou aqui: Justiça inda que à tardinha Certo dia Jeodabaque (que significa "aquele que rosqueia a porca com as duas mãos") carregava umas pranchas de sua marcenaria quando, ao sair pela porta, abalroou involutariamente a Otinisaque (que significa "minha dor de pescoço passou"). Otinisaque veio a perder um dente por conta da pancada. - Mil perdões, querido Otinisaque! disse Jeodabaque. - Não fique embaraçado, irmão Jeobadaque. Mas, você sabe o que diz a lei... - Claro, claro, irmão. Olho por olho... - Dente por dente! - Sim. Como faremos? - Talvez eu possa acertar sua boca com esse toco de pau aqui... - Boa idéia! Fique à vontade. POW - Obrigado, irmão, agora a justiça foi feita e podemos nos separar em paz. - Echpere - Jeodabaque tinha a boca cheia de sangue - Lamentavelmente, irmão, seu golpe tirou-me foram três dentes! Você me deve dois, portanto... - Oh! - Sim, e você sabe o que diz a lei, não podemos simplesmente passar por cima dela! - Claro! Claro! Tome aqui o porrete. POW - Quantos? - Lamento - cuspindo o sangue - sua força foi demasiada e arrancou-me quatro dentes, e não apenas dois! POW - E agora, irmão? Terão sido atendidos os reclamos da lei, desta feita? - Oh, nobre irmão, lamento, mas além de essa pancada haver-me arrancado todos os dentes, essa ferpa acabou por cegar-me do olho esquerdo. - Puxa irmão, esse olho era tão belo! Mas... a lei! A lei! Vamos a ela! Moral edificante: olho por olho e todos ficaremos cegos. [Marco Aurelio Brasil] da série: Recordações de recordes que o Guinness não se recorda Ernestinho e Suas Mulatas Besuntadas introduz, em primeira mão, a mais nova série blogística: Recordações de recordes que o Guinnesss não recorda. Você tem idéia de quem escreveu mais vezes a palavra 'Aspirina' em uma semana? Por acaso você sabe quem conseguiu jogar uma pedrinha na Lagoa Rodrigo de Freitas e a fez pular mais vezes? Não? Pois é disso que essa série trata. Ernestinho e Suas Mulatas Besuntadas traz pra você, recordes que o Guinness esqueceu de publicar, por falta de espaço, ou porque ninguém ia querer saber mesmo... Recordista de Hoje: Larissa McVellus A recordista de hoje é a jovem irlandesa Larissa McVellus, de apenas 8 anos. Ela conseguiu reunir o maior número de pingüins em fila indiana que se tem notícia. Nada mais nada menos que 10.689 pingüins andaram em fila indiana atrás dela, na Antartic Ave, em Quingsitown, Alaska, USA. Larissa quebra assim o recorde de Juan Vasconcelos, mexicano que dois anos antes reunira 8.653 pingüins em fila indiana, no Pólo Sul. A fila de pingüins de Larissa chegou a 7 km, batendo inclusive o recorde de tráfego na cidade, de 6,3 km na inauguração do ginásio Philip Miller em Janeiro de 1976. O prefeito da cidade, John Dellson, mandou gravar uma placa de ouro e postou-a na praça central da cidade. -Esse é um dia histórico na história de Quingsitown, a jovem Larissa nos pôs no mapa novamente. -disse o prefeito, em entrevista à rede local.
Larissa e parte de seus 10.689 pingüins em fila indiana [Alexandre Spissoto] Memórias de um corredor E lá estava eu, entre outros vinte e cinco mil corredores, cumprindo a parte que me cabia na maratona de revezamento. 12:30 PM. Céu azul. Sol a pino. O calor causticante me fazendo suar em bicas. E eu que pensava que aquela brisinha gostosa da manhã e o céu nublado que vi pela fresta da veneziana iriam me acompanhar durante todo o meu percurso. Santa ingenuidade! O fato é que o tal do Murphy não cochila em serviço e faz valer, com requintes de crueldade, a sua maldita lei. Os primeiros três quilômetros foram fáceis. Já o quarto impôs mais respeito. Tive que enfrentar uma subida interminável da qual ninguém havia me avisado, mas tudo bem. O segredo é manter o ritmo das passadas e não se deixar desanimar. Um pouco de água no cangote e na goela também ajudam. "Falta menos da metade" - pensei resignado. Para o alto e avante! No final do quinto quilômetro comecei a sentir os efeitos do calor e cansaço. Minhas pernas já começavam a doer. Senti a quase irresistível tentação de diminuir a velocidade e trotar até a linha de chegada, mas não me entreguei. Procurei então mentalizar a música-tema do Rocky Balboa para me auto-motivar e por duas ou três vezes cheguei a balbuciar "Eye of the tiger". Com aquela nova injeção de ânimo, dei tudo de mim e usei todas as forças que restavam para percorrer o mais rápido possível aquele quilômetro final. De repente, olhei para o lado e vi uma figura de mais ou menos um metro e meio de altura me ultrapassar velozmente. Era um velhinho japonês que trazia no verso da camiseta os seguintes dizeres: "Vovocóps. K. Kimura. 72 anos." Engoli em seco. Baixei involuntariamente o ritmo, limpei o suor da testa com a mão e fiquei observando, atônito, o Sr. Kimura, o meu Pearl Harbor pessoal, levar embora toda a minha dignidade atlética e desaparecer na primeira curva adiante. [Hélio Serafino] Ou aqui: Terça-feira, Setembro 02, 2003 Janjão Jones contra o Botânico Senhor Jô No último instrutivo e inspirador de bons sentimentos episódio de Janjão Jones você viu: Mary Jane diz que Peter Parker anda subindo pelas paredes de tão desesperado que está por mulher. Lois Lane consulta dr. Sigmund a respeito da aparente fixação de Clark Kent por cabines telefônicas. Bruce Wayne contrata um agente para melhorar sua imagem junto ao público heterossexual e passa a ser visto às gargalhadas com Renato Gaúcho e Edmundo (o tiro sai pela culatra). Neuzinha Brizola chama a imprensa para o que considera "um pronunciamento bombástico", mas esquece de comparecer. Sorte sua que ninguém apareceu. O incrível Hulk assina contrato milionário para ser o novo garoto propaganda da lycra. Janjão Jones tem Janet Jhonson nos braços, e cruza o Oceano valendo-se dos potentes jatos escondidos na sola de seu sapato Vulcabrás. Lá em cima, os cabelos ao vento, aquela pinta insinuante da garota no canto da boca, Janjão não resiste e pergunta: - Janet, aceita champagne? - Sim, Janjão! Janjão pega duas taças e derrama o Veuvet Clicquot 76 com o cuidado de não deixar cair nem uma gota. Entrelaçam-se os braços, olhos nos olhos, bebem o líquido com volúpia. Os lábios dela estão molhados e pedem para ser agasalhados pelos dele. Ele atira a taça por sobre o ombro, toma a face dela e quando os lábios dos dois agentes estão prestes a se tocar, ouve-se um grito. Eles vêem lá embaixo, na pontinha do continente africano, alguém gritando "socorro!" em islandês. - É melhor olharmos - diz Janet Jhonson. Janjão Jones dirige, através de sua gravata borboleta, os potentes jatos para baixo. Chegam perto e percebem que é uma mulher com um bebê no colo. Janjão aterrisa, faz Janet pousar suavemente e pergunta com seu islandês carregado de sotaque do oeste: - ?Que pasa, señorita? - Meu bebê! Meu bebê - ela grita e estende a criança. Quando Janjão Jones toma a criança nas mãos, de dentro do embrulho saem grossas algemas que o aprisionam. Janet Jhonson tira o batom laser da bolsa mas antes que possa usá-lo uma rede de fios de ferro cai sobre ela, aprisionando-a também. - Huaháháháháháháháhá - soa, sinistramente, uma risada pela abóbada celeste - Janjão Jones! Quem diria que encontrar-nos-íamos outra vez? - Maléficus! grita Janjão Jones ao ver um ser magricela, de colant prateado e segurando uma bengala cor-de-rosa sair de trás de um arbusto. A fumaça de gêlo seco anuncia o flash back e Janjão se vê esquiando no Everest e desviando da zarabatana atômica de Maléficus. - Sim! Você escapou por pouco de mim, usando aquele Gerador de Avalanches que havia escondido na costura da camisa no seu sovaco. Mas agora vou reparar meu erro! - O que vai fazer, seu degenerado? - Você será eletrocultado, depois esquartejado, e então dissolvido no ácido. Depois será levado à câmara de gás e será enforcado e fuzilado. O que sobrar vamos jogar ao rio, com um peso amarrado à perna. - Tudo bem, eu tenho AIDS e não ia viver muito mesmo! diz Janjão só pra estragar um pouco a alegria do vilão. SERÁ O FIM DE JANJÃO JONES E JANET JHONSON? NOSSOS HERÓIS ACABARÃO SEUS DIAS DESSA FORMA TÃO INGLÓRIA? MINHA MULHER SERIA CAPAZ DE CONTINUAR GOSTANDO DE MIM CASO LESSE TANTA PORQUERIE? NÃO PERCA! NO PRÓXIMO REDUTOR DE ESTRIAS E MODELADOR DE TÓRAX CAPÍTULO DE JANJÃO JONES, O ESPIÃO DO BALACOBACO! Ou aqui: Cai o pano Nossos sentimentos pelo passamento do meigo e terno Charles Bronson. O grande público não conhece realmente essa figura inestimável, que prestou relevantes trabalhos ao engrandecimento do espírito humano. Ele iria atuar em Laços de Ternura, mas ficou gripado e não pôde. Também ia trabalhar em Philadelfia, Forrest Gump, Harry e Sally e toda a série Benji, mas nunca conseguiu, por conta de uma alergia que tinha a roupas com nylon. É difícil explicar. Fica aí nossa homenagem.
Ele vai, mas a pergunta fica: como alguém com esse bigodinho pôde se fazer levar a sério? Clique aí nos comentários e dê sua opinião para tão palpitante indagação. Ou aqui: Segunda-feira, Setembro 01, 2003 Ou aqui: E agora mais um eliminador de gordurinhas capítulo de Janjão Jones, o agente secreto que leva o conceito de verossimilhança às últimas conseqüências e colocou a expressão 'Bajgë!' na boca da criançada! Cenas do último capítulo: Fábrica de camisas de flanela de David Banner pede concordata e as filmagens da série "O incrível Hulk" são paralisadas; Frida Kahlo se cansa de ser confundida com Chico Anysio e vai ao Jacques Janine para dar um trato nas sobrancelhas; Rintintim morre por falência múltipla dos órgãos e Boomer e Lassie se enfrentam em um sangrento duelo para ver quem fica com o título de cachorro mais esperto da televisão; manifestantes do SSA [Sindicato dos Super-heróis Árabes] queimam em praça pública cartazes com as fotos do Capitão América e Super-herói Americano, como uma forma de protesto contra a política neo-imperialista imposta pela Marvel e DC Comics; Seu Madruga é eleito vereador em Guadalajara pelo PG [Partido da Gentalha] e finalmente consegue pagar os quatorze meses de aluguel que deve ao Sr. Barriga. Janjão Jones adormece e logo o cenário começa a ser emoldurado por nuvens, na verdade fumaça de gelo seco, que foi o melhor que a produção conseguiu arrumar. O agente secreto abre discretamente um dos olhos e percebe que uma cena de sonho vai começar: Entra a trilha sonora onírica da série, composta especialmente pelo músico ucraniano Grgor Komeniev e, lentamente, vai entrando em cena uma enigmática figura, trajando bata branca e com alaúde em punho. Janjão Jones abre os olhos, pula da cama sobressaltado e exclama incrédulo: - Oswaldo Montenegro, você por aqui?! - Para quem não sabe, Oswaldo Montenegro é um dos cantores internacionais com maior projeção e popularidade na Albânia, estampando desde embalagens de cereais matinais a campanhas patrocinadas pelo governo contra o desagradável costume albanês de soltar pum nos bondes e elevadores. Oswaldo Montenegro joga então a cabeleira grisalha para trás, desfere um melancólico acorde em seu alaúde e começa a trovar alguns versos com sua voz melodiosa: Pois é, meu caro amigo! Venho aqui na missão de lhe ajudar. Preste atenção ao que lhe digo E ouça este aviso que vou dar. Como já diria o poeta, A mão que afaga também é a que apedreja. Eis um mistério que inquieta! Pior, só manjar branco com calda de ameixa. Janjão Jones franze o sobrolho e, com uma careta de estranheza, diz: - "Apedreja" com "ameixa"? Você não tinha uma rimazinha melhor não, Oswaldo? - Sabe como é, né? De última hora foi o que deu pra arranjar...- desculpa-se meio sem graça o compositor, dando um sorrisinho amarelo para Janjão. Janjão Jones abre a boca para dizer alguma coisa quando, subitamente, vê-se chacoalhado por um forte terremoto. As paredes começam a desmoronar e o chão se abre e engole Oswaldo Montenegro. O agente secreto atônito ouve então uma voz: - Acorda, Janjão! Acorda! - Janete Johnson sacode insistentemente Janjão Jones pelos ombros - Nosso avião para o Brasil sai em quinze minutos! Acorda, homem! - Quê? Quando? Onde? - responde o atordoado agente secreto. - Você não percebe, Janjão? Se perdermos este vôo, Monger vai acabar comigo! - a morena diz tendo um faniquito. Janjão Jones dá uma risadinha marota, agarra-se à morena e diz com os cabelos estranhamente já penteados de maneira impecável: - Quem precisa de avião, baby? A estas palavras, Janjão puxa as laterais de sua gravata borboleta e imediatamente duas turbinas saem da parte posterior de seu terno Ermenegildo Zegna. Aciona então os controles em seu relógio Tissot e atravessa a janela com incrível velocidade, rasgando o céu a 12000 km/h em direção às terras brasileiras. Ele dá uma piscadinha para Janete Johnson e começa a cantarolar: - Eu amava como amava o sonhador de qualquer clichê de cabaré... Continua... Não perca o próximo, idiossincrásico, cheio de merchandising e tonificador de abdominais capítulo! Janjão Jones fica cara a cara com o terrível Maul de Burgo, que por causa de sua proverbial malvadeza, e na dúvida se é mau com 'u' ou mal com 'l', resolvemos escrever desse jeito mesmo! Ou aqui: |